Para Mí
Me estoy haciendo un corazón
con el alma de papel
con la chorra tiesa
y en los ojos dos cerezas
Que no le tiembla la voz
que no entiende del amor
miente más que habla
y no tiene razón
Para mí, para mí
para mí, para mí
Que no me deja dormir
Porque me recuerda a mí
Aunque tire lejos
los recuerdos
los espejos
Y a patadas romperé
Todo lo que quede del
mañana si amanezco
mañana si amanezco
Me estoy haciendo un corazón
que siempre te dice que no
que se vuelve cera
si no miras, si no esperas
Que cuando le pega el sol
Sabe que no existe un Dios
más canalla que no habita en su interior
Para mí, para mí
para mí, para mí
Que no me deja dormir
Porque me recuerda a mí
Aunque tire lejos
los recuerdos
los espejos
Y a patadas romperé
Todo lo que quede del
mañana si amanezco
mañana si amanezco
Y es igual que un perro cuando se ve
acorralado y tira a morder
Como una piedra según le de
Como un alambre, como un cincel
Y a correr si se te ve
que quieres coger
los tres colchones de su pared
que solo a mi me deja barrer
Me deja esconder, me deja comer!
Que no me deja dormir
Porque me recuerda a mí
Aunque tire lejos
los recuerdos
los espejos
Y a patadas romperé
Todo lo que quede del
que ha nacido para ser..
para mí, para mí
para mí, para mí
para mí...
para mí...
para mí...
Y lo guardo donde guardo los muñecos rotos
y lo encierro para ser tan libre como todos son...
Para Mim
Estou fazendo um coração
com a alma de papel
com a rola dura
e nos olhos duas cerejas
Que não treme a voz
que não entende de amor
mente mais que fala
e não tem razão
Para mim, para mim
para mim, para mim
Que não me deixa dormir
Porque me lembra de mim
Embora jogue longe
as memórias
os espelhos
E a chutar vou quebrar
Tudo que sobrar do
amanhã se amanhecer
amanhã se amanhecer
Estou fazendo um coração
que sempre te diz que não
que vira cera
se não olhas, se não esperas
Que quando bate o sol
Sabe que não existe um Deus
mais canalha que não habita em seu interior
Para mim, para mim
para mim, para mim
Que não me deixa dormir
Porque me lembra de mim
Embora jogue longe
as memórias
os espelhos
E a chutar vou quebrar
Tudo que sobrar do
amanhã se amanhecer
amanhã se amanhecer
E é igual a um cachorro quando se vê
encurralado e parte pra morder
Como uma pedra dependendo de como bate
Como um fio, como um cinzel
E a correr se te vê
que quer pegar
os três colchões da sua parede
que só a mim me deixa varrer
Me deixa esconder, me deixa comer!
Que não me deixa dormir
Porque me lembra de mim
Embora jogue longe
as memórias
os espelhos
E a chutar vou quebrar
Tudo que sobrar do
que nasceu pra ser..
para mim, para mim
para mim, para mim
para mim...
para mim...
para mim...
E guardo onde guardo os bonecos quebrados
e o tranco pra ser tão livre quanto todos são...