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Senhora do Ódio

Distilling Pain

Mistress of Hatred

Far off the beaten track may I roam
Dark and empty trails will I crawl
Deep into my own, where solitude lies and holds

Abhorrence of the leftover cries
Permanent abase of what's not taken
For hopeless behaviours
Hide away, I can't forebode when she will come
Graceless laments of the screaming silence
Distorted poems from beyond
Guide you to the end of the hopefulness road
Then you're doomed, absent, alone
The bitter memories withdraw

Trying not to fall on the chasm of despair
Grabbing to the burning nails of hope
But still, forlorn, I'm overcome…

Dawn will fly, nowhere light
Gowned in black, should I bow?
Hold your cry, she's alive
Hatred bitch, stay aside!

Coming from the bitter past
Razing feeble spirits
Only the damned will endure
To keep your mind clean and pure

Raise your head and forget what she vows
Stab the knife on her womb
Course, dodge, crawl and vault
You rule what future holds

Forsaken thoughts return at last
Reinforcing your will to arise
From the hole she has left your soul
Only weakest of minds obey her words

Feeding from the slavery of time
Swallowing descending tears as wine
Absorbing your dreams of hope
Spiting what warms your heart's cold

Thrive away, I can behold she willing to come
Taking you with her
Raping your delusion virginity
Licking from the bleeding mouth
The prayers spoken unconsciously
We're all doomed to crawl
We're all damned to bow
Now is late to disown

Senhora do Ódio

Longe da trilha batida eu posso vagar
Caminhos escuros e vazios eu vou rastejar
Profundamente em mim mesmo, onde a solidão reside e se mantém

Abominação dos gritos que sobraram
Humilhação permanente do que não foi levado
Por comportamentos sem esperança
Esconda-se, não consigo prever quando ela virá
Lamentos desajeitados do silêncio gritando
Poemas distorcidos de além
Te guiam até o fim da estrada da esperança
Então você está condenado, ausente, sozinho
As memórias amargas se afastam

Tentando não cair no abismo do desespero
Agarrando os pregos ardentes da esperança
Mas ainda assim, desolado, estou dominado…

A aurora vai voar, sem luz em lugar algum
Vestida de preto, devo me curvar?
Segure seu grito, ela está viva
Cadela do ódio, fique de lado!

Vindo do passado amargo
Destruindo espíritos fracos
Apenas os condenados vão suportar
Para manter sua mente limpa e pura

Levante a cabeça e esqueça o que ela promete
Crave a faca em seu ventre
Desvie, rasteje e salte
Você comanda o que o futuro reserva

Pensamentos abandonados retornam finalmente
Reforçando sua vontade de se erguer
Do buraco que ela deixou em sua alma
Apenas os mais fracos obedecem suas palavras

Alimentando-se da escravidão do tempo
Engolindo lágrimas que descem como vinho
Absorvendo seus sonhos de esperança
Desprezando o que aquece o frio do seu coração

Afaste-se, posso ver que ela está vindo
Levando você com ela
Estuprando sua virgindade da ilusão
Lambendo da boca sangrenta
As orações ditas inconscientemente
Estamos todos condenados a rastejar
Estamos todos amaldiçoados a nos curvar
Agora é tarde para renegar