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Silêncio Sem Fim que Desejo

Distilling Pain

Endless Silence I Crave

Thorns I walk every time sleep forsakes my soul
Like thousand grieves at once
Nails I swallow when drought beckons my rotten throat
Feeling how they rip my womb

Consumed in eternal agony, I live
Nailed to existence I remain, forgotten
In the cage of apathy restrained, deserted
Disabled to crown this misery, absurd
May time commiserate my pain, I beg

My blank voice blares silently in the blatant void
No clouds of rain in the storm I behold
Strolling over coals whenever the sun awakes
Muted scream of relief foiled

Endless silence I crave
Conclude this dull being I am
Please shut down my breath
To misfortune I'm enslaved

My end I glimpse
No light ahead
Relieved at last I stay
I pray

To end with this perdition I take
Scars forged with the indulgence
Of those which once show sake
But now I comprehend

Which wounds sure hurt
Sores carved with the chisels of oblivion

They shall repay for promises failed
Faked behaviours of concern strained
Meanness govern this bloody earth

Thorns, they still cover my road
Can't bear this martyrdom

Silence I crave, for years I blaze
Consumed this being pleads mercy

Silêncio Sem Fim que Desejo

Espinhos eu caminho toda vez que o sono abandona minha alma
Como mil tristezas de uma vez
Unhas eu engulo quando a seca chama minha garganta podre
Sentindo como rasgam meu ventre

Consumido em eterna agonia, eu vivo
Pregado à existência eu permaneço, esquecido
Na jaula da apatia contido, abandonado
Impossibilitado de coroar essa miséria, absurdo
Que o tempo tenha compaixão da minha dor, eu imploro

Minha voz em branco grita silenciosamente no vazio gritante
Sem nuvens de chuva na tempestade que eu vejo
Caminhando sobre brasas sempre que o sol desperta
Grito mudo de alívio frustrado

Silêncio sem fim que desejo
Conclua esse ser sem graça que sou
Por favor, desligue minha respiração
À desgraça estou escravizado

Meu fim eu vislumbro
Sem luz à frente
Aliviado finalmente eu fico
Eu rezo

Para acabar com essa perdição eu tomo
Cicatrizes forjadas com a indulgência
Daqueles que um dia mostraram sake
Mas agora eu compreendo

Quais feridas com certeza doem
Feridas esculpidas com os cinzéis do esquecimento

Eles pagarão por promessas falhadas
Comportamentos falsos de preocupação forçada
Maldade governa esta terra sangrenta

Espinhos, ainda cobrem meu caminho
Não consigo suportar esse martírio

Silêncio eu desejo, por anos eu ardo
Consumido, esse ser implora por misericórdia