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As Florestas Mais Frias

Divine Syndrome

The Coldest Woods

I'm lost in the woods,
And they're the coldest ones.
Appear specters of light beings,
Then frozen there they go.
I'm lost in the woods,
Deceptions cry in canons.
The foetus of my being
Fossilized under the snow.

And then I see under the ice
Of a frozen pond,
Imprisoned by a thirteen-year winter,
Separated by the fence of my vices,
Drowning pictures and sounds of a reflection,
Marvelous and desperate,
Of my inner self in the waters
Deploying waves of consciousness.

Suddenly I hear those children's cries
I have always refused to hear.
This foetus I buried myself
To gain a tissue of lies,
He's calling me, his distress I can feel.
As I comprehend my loss,
I dig frantically the ground.
My hands are lacerated by the frost.
When I finally find his body
He dies in my arms.

I'm to blame for his death.
Now it's only between us.
I did not forget you.
Where were you all this time ?
If you knew how much I regret...
It doesn't matter, now you're lost.
There must be something I can do.
You and me must combine.

And then I see under the ice
Of a frozen pound,
Imprisoned by a thirteen-year winter,
Separated by the fence of my fears,
Drowning pictures and sounds of a reflection
Marvelous that supplicate
My present self, looking from the border,
To deploy waves of consciousness.

Nervously I start to cry,
The whining that you don't want anyone to hear.
When I rock the rotting child
He whispers conforting lies
Gently to my ears.
As I realize the cost,
I huddle on my own.
Welcoming madness of which I'm the host,
Softly humming to the corpse
The story of a coward.
An autophobic among the others...Amen.

As Florestas Mais Frias

Estou perdido na floresta,
E elas são as mais frias.
Aparecem espectros de seres de luz,
Então congelados lá vão.
Estou perdido na floresta,
Decepções gritam em canhões.
O feto do meu ser
Fossilizado sob a neve.

E então vejo sob o gelo
De um lago congelado,
Prisioneiro de um inverno de treze anos,
Separado pela cerca dos meus vícios,
Afogando imagens e sons de um reflexo,
Maravilhoso e desesperador,
Do meu eu interior nas águas
Desdobrando ondas de consciência.

De repente ouço os gritos das crianças
Que sempre recusei ouvir.
Esse feto que eu enterrei
Para ganhar um tecido de mentiras,
Ele está me chamando, sua angústia eu sinto.
Enquanto compreendo minha perda,
Cavo freneticamente o chão.
Minhas mãos estão laceradas pelo frio.
Quando finalmente encontro seu corpo
Ele morre em meus braços.

Eu sou o culpado pela sua morte.
Agora é só entre nós.
Eu não te esqueci.
Onde você estava todo esse tempo?
Se você soubesse o quanto eu me arrependo...
Não importa, agora você está perdido.
Deve haver algo que eu possa fazer.
Você e eu devemos nos unir.

E então vejo sob o gelo
De um lago congelado,
Prisioneiro de um inverno de treze anos,
Separado pela cerca dos meus medos,
Afogando imagens e sons de um reflexo
Maravilhoso que suplica
Meu eu presente, olhando da borda,
Para desdobrar ondas de consciência.

Nervosamente começo a chorar,
O gemido que você não quer que ninguém ouça.
Quando embalo a criança em decomposição
Ele sussurra mentiras confortantes
Suavemente aos meus ouvidos.
Enquanto percebo o custo,
Eu me encolho sozinho.
Acolhendo a loucura da qual sou o anfitrião,
Cantando suavemente para o cadáver
A história de um covarde.
Um autofóbico entre os outros... Amém.