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Limão / Avião / Flor de Lis

Djavan

LetraSignificado

    O véu luminoso do Sol na bruma
    Cobre a serra molhada
    Por um buraco na névoa
    Vara a espada de luz
    Libertando a terra ao tocá-la

    A chuva parou
    O dia renasce para o passeio
    Para o amor, para o trabalho
    A princípio o cheiro é a primeira coisa a lembrar
    O chão enxugando, aquecendo
    As poças diminuindo
    O povo, os animais, o vai-e-vem

    É dia de colher, é dia de pescar
    Preparar o peixe
    Cheiro de limão me encanta
    Como se sente o fruto do limoeiro?

    A virgindade verde se abre em gotas
    Para encenar o sabor
    No teatro da boca
    Onde o áspero se fere
    Ao ranger dos dentes
    E o sangue é água, muita água, uma nascente
    E o sangue é água, muita água, uma nascente

    Pode quebrar, sofrer, cair, descer, contorcer de dor
    Não vou mais me prender a você
    Fazer o mesmo Show
    Vou bater na porta da vida, receber e pagar
    Sem ter que me entregar a ninguém

    Nem me conformar com pouco
    Eu quero a paz de viver solto
    Vai dizer que sou outro... Sou não!
    Eu me cansei de ser seu avião
    Não vou voar, não dessa vez!

    Pode quebrar, sofrer, cair, descer, contorcer de dor
    Não vou mais me prender a você
    Fazer o mesmo show
    Vou bater na porta da vida, receber e pagar
    Sem ter que me entregar a ninguém

    Seu mundo pra mim é tolo
    Eu quero a paz de viver solto
    Vai dizer que sou outro, sou não!
    Eu me cansei de ser seu avião
    Não vou voar, não dessa vez!

    Valei-me, Deus, é o fim do nosso amor
    Perdoa, por favor
    Eu sei que o erro aconteceu
    Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
    Onde foi que eu errei?
    Eu só sei que amei, que amei
    Que amei, que amei

    Será talvez que minha ilusão foi dar meu coração
    Com toda força pra essa moça me fazer feliz?
    E o destino não quis me ver como raiz
    De uma Flor de Lis

    E foi assim que eu vi nosso amor na poeira
    Poeira
    Morto na beleza fria de Maria

    E o meu jardim da vida ressecou, morreu
    Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu
    E o meu jardim da vida ressecou, morreu
    Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu
    E o meu jardim da vida ressecou, morreu
    Do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu


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