Al se nekad dobro jelo
Nema više, dobri svete, one lepe še'set pete
kad smo bili na sveèari kod kumova naših starih.
Klizio je voz k'o sanke, al' smo stigli do Palanke.
Severac je duv'o 'ladan, pa ko ne bi bio gladan?
I èim smo stigli viknu kum svoju ženu:
"Sido! Postavljaj, bog te vid'o!"
Spremila nam kuma naša za užinu paprikaša,
pa kolaèe, krmenadle i par sarmi svakom.
Mesto leba mesa bela, princes krofne - vangla cela,
suvih šljiva i koljiva i rezance s makom.
E, kad se samo setim, al' se nekad dobro jelo, baš.
Do veèere vreme kratko za kitnikes i za slatko.
Da odbiješ, to ne vredi, da se kuma ne uvredi.
Naš kum Pera, dipl. agronom, reè o ovom, reè o onom,
sve uz vino, porto-gizer, 'di gutljaji sami klize.
Taman smo bili gladni kada se zaèu:
"Sido! Veèeru, bog te vid'o!"
Oðedared - astal šaren, sos paradajz, krompir baren,
šuve šnicle, ko promincle, kara-batak svakom.
Na podvarku æurka, zna se. Gdi je æurka, tu je prase.
Onda torte, razne sorte i rezanci s makom.
Ej, kad se samo setim, al' se nekad dobro jelo, baš!
Vejao je sneg po šoru, sedeli smo do pred zoru.
Baba reèe: "Deder kaput! Radni dan je, 'ajmo na put!"
Al' kum Pera odma' skoèi: "Šta to vide moje oèi?
Sido, ne daj nikom kaput! Prvo fruštuk, e, ondak na put!"
Ne drema vredna kuma, ne sluša prve petle,
brža je od raketle.
Nosi vruæe 'leba kriške, fafarone, èvarke friške,
zaèas sprema šunke, rena, i pihtije svakom.
Pitamo ih: "Ljudi, dokle?!" "Èekaj", kažu, "još šnenokle,
i šufnudle i griz-štrudle i rezance s makom!"
Hej, kad se samo setim, al' se nekad dobro jelo, baš!
I ondak, sat i frtalj, kol'ko je iš'o šinobus, nismo ništa jeli,
i kad smo stigli na stanicu odma' kupimo burek, lep, frišak,
mastan, sve nam, onako, mast curila niz bradu.
Pa ondak opalimo preko toga jednu tepsiju šampita i gajbu piva.
Mlakog.
Crnog.
Ah, como se comia bem antigamente
Não tem mais, bom mundo, aquelas belas festanças
quando estávamos na festa com nossos padrinhos antigos.
O trem deslizou como um trenó, mas chegamos à Palanka.
O vento do norte soprava frio, quem não ficaria com fome?
E assim que chegamos, o padrinho gritou pra sua mulher:
"Sido! Prepara, que Deus te veja!"
Nossa madrinha preparou pra gente um ensopado de pimentão,
e depois bolos, costeletas e um pouco de sarma pra cada um.
No lugar de pão, carne branca, bolinho de princesa - uma travessa cheia,
de ameixas secas e coliva e macarrão com papoula.
E, quando me lembro, ah, como se comia bem antigamente, de verdade.
Até o jantar, o tempo é curto pra petiscos e sobremesas.
Recusar, isso não vale, pra não ofender a madrinha.
Nosso padrinho Pera, agrônomo formado, fala disso, fala daquilo,
tudo com vinho, porto-gizer, onde os goles escorregam sozinhos.
Estávamos bem famintos quando se ouviu:
"Sido! Jantar, que Deus te veja!"
Dessa vez - mesa colorida, molho de tomate, batata cozida,
chuletas fritas, como se fossem frituras, frango pra cada um.
No acompanhamento, peru, já se sabe. Onde tem peru, tem porco.
Então tortas, de vários tipos e macarrão com papoula.
Ei, quando me lembro, ah, como se comia bem antigamente, de verdade!
A neve caía no quintal, ficamos até quase de manhã.
A avó disse: "Pega o casaco! É dia de trabalho, vamos pegar a estrada!"
Mas o padrinho Pera logo pulou: "O que meus olhos veem?
Sido, não deixe ninguém pegar o casaco! Primeiro café da manhã, e depois na estrada!"
A madrinha, sempre atenta, não escuta os primeiros galos,
é mais rápida que um foguete.
Ela traz fatias de pão quente, fafarones, e pães fresquinhos,
prepara rapidamente presunto, rábano, e gelatina pra cada um.
Perguntamos: "Gente, até quando?!" "Espera", dizem, "mais um pouco,
e bolinhos e strudels de semolina e macarrão com papoula!"
Ei, quando me lembro, ah, como se comia bem antigamente, de verdade!
E então, uma hora e um quarto, quanto tempo levou o trem,
não comemos nada, e quando chegamos na estação, logo compramos um burek, gostoso, fresquinho,
gorduroso, tudo escorrendo pela nossa barba.
E depois ainda pedimos uma travessa de champita e uma caixa de cerveja.
Morna.
Preta.