Julia
Tamburu mi prod'o Cigan
Slatkoreèiv i prefrigan
Èukununuk prosjaka i begova
Omakne se prst na struni
Nesretna me pesma zbuni
Ne znam dal' je moja ili njegova?
Nek me spali grom ko senjak ako ima šta za èim bi žalio
Proklet da je obešenjak... Tugu mi je s tamburom uvalio...
Darov'o mi knjigu rabin
Ubojitu k'o karabin
Ako umeš laž od laži probrati
Al' veæ odavno ne znam više dal' je èitam il' je pišem,
Ja zaustim a mudrac se obrati?
U mastiku suza kane
Muti èašu... Pa i dane zamuti
Ja sam sebe manji komad...
Veæi deo èini Nomad
A taj èudak nešto bunca...
Njemu nikad dosta sunca
Jablani tuže jalovi... I dok ih slušam
Uvek me hvata ritam jata... žal za jugom
Prolaze nebom ždralovi... I ova duša
I noæas ore tamo gore... Za tim plugom
Ukrao mi ljubav lopov
Sin doktorov unuk popov
Odveo je u Zemlju Bez Snegova
U snove mi bosa bane...
Pripretim joj da zastane
Dal' je u snu moja ili njegova?
I tako... Krckam dane k'o orase
Sta zagorèi ne mora se zagristi
Sejem svet kroz sitno sito... Tražim nešto naroèito
Pokajnika i begunca... Nekog s one strane sunca
Jablani tuže jalovi... I dok ih slušam
Uvek me hvata ritam jata... žal za jugom
Prolaze nebom ždralovi... I ova duša
I noæas ore tamo gore... Za tim plugom
Júlia
Tamburu, meu produto cigano
Doce e amargo, eu me engano
A música dos mendigos e dos nobres
O dedo escorrega na corda
Essa canção infeliz me confunde
Não sei se é minha ou se é dele?
Que me queime um raio como um fantasma se houver algo que eu lamente
Maldito seja o enforcado... A tristeza me empurrou com o tambor...
Me deu um livro, o rabino
Letal como um carabina
Se você sabe separar a mentira da verdade
Mas já faz tempo que não sei mais se leio ou se escrevo,
Eu começo a falar e o sábio responde?
Na mastiga, lágrimas caem
Mistura a taça... E os dias também
Eu sou um pedaço menor...
A maior parte é um nômade
E esse maluco murmura algo...
Nunca é suficiente para ele o sol
Os plátanos choram em vão... E enquanto os escuto
Sempre sinto o ritmo do bando... saudade do sul
Cruzam o céu as cegonhas... E esta alma
E esta noite aram lá em cima... Atrás do arado
Um ladrão me roubou o amor
Filho do médico, neto do padre
Levou-a para a Terra Sem Neves
Nos meus sonhos, ela aparece descalça...
Eu a aviso para parar
É meu sonho ou é dele?
E assim... Eu trituro os dias como nozes
Se o que queima não precisa ser mordido
Planto luz através de uma peneira fina... Buscando algo especial
Um arrependido e um fugitivo... Alguém do outro lado do sol
Os plátanos choram em vão... E enquanto os escuto
Sempre sinto o ritmo do bando... saudade do sul
Cruzam o céu as cegonhas... E esta alma
E esta noite aram lá em cima... Atrás do arado