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Na Noite da Epifania

Djordje Balasevic

Na Bogojavljensku noæ

Na Bogojavljensku noæ...
Olba se dotaèe, lome se pogaèe, a venci smokava i mali zlatni praporci se pokaèe
U prednjoj sobi mog baæe...
Èudo je navike moæ...
Kao pod zastavom, društvo se sastalo, pod istom ikonom za dugim švapskim astalom
Što pamti svadbe i daæe...
Uglavnom gostujem kod kuæe, al moju narav pamte tu...
Brbljaju svašta pred svanuæe...
Al èak ni pripiti, ni da pomenu nju...

Na Bogojavljensku Noæ...
Pobožne pesmice, sveæe i kresnice, i uvek metu odveæ onih glupih grožðica u èesnice...
Al to je tako, i amin...
Strašna je prošlosti moæ...
Prate me duhovi, ko gladni vukovi...
A moje vreme tinja kao stari trupac bukovi...
Još jutros gurnut u kamin...
Ruža je pupila na mrazu...
I, što bi rekao moj kum: vuèe te ðavo na tu stazu,
A ispred sebe imaš dobri stari izlizani drum...

Nikad ne prièaju o njoj... A ja se ne raspitkivam...
Ukrstim politru i noæ... I na taj krst se, tu i tamo, prikivam...
Veæ me i Dunav pretièe... Moja me senka spotièe...
Al ništa mi se ne tièe... I malo šta me pomera i dotièe...
Sem, katkad, Nje...

Na Bogojavljensku Noæ...
Vašar starudija...
Banda sa studija...
Profesor ruskog, Šveroš, Doktor, Paor i Opštinski Sudija...
I svi smo na "Pomoz' Bože"...
Silna je ljubavi moæ...
U jutra besana još doðe nezvana, i kao provalnik mi pretura po mislima i pesmama...
Al' to je sve što mi može...

Na Noite da Epifania

Na Noite da Epifania...
A luz se apaga, os copos se quebram, e eu venço as figas e os pequenos estandartes se mostram
Na sala da minha casa...
É um milagre o poder do hábito...
Como sob a bandeira, a galera se reuniu, sob a mesma imagem em uma longa mesa de madeira
Que lembra casamentos e festas...
Geralmente eu sou o convidado, mas meu jeito eles lembram aqui...
Falam de tudo antes do amanhecer...
Mas nem bêbados, nem mencionam ela...

Na Noite da Epifania...
Canções devotas, velas e fogueiras, e sempre varrem aquelas uvas bobas nas tortas...
Mas é assim, e amém...
É assustador o poder do passado...
Me seguem os fantasmas, como lobos famintos...
E meu tempo arde como um velho tronco de faia...
Ainda esta manhã empurrado para a lareira...
A rosa estava brotando no frio...
E, como diria meu padrinho: o diabo te puxa para esse caminho,
E à sua frente você tem a velha estrada desgastada...

Nunca falam dela... E eu não pergunto...
Cruzo a garrafa e a noite... E nesse cruzamento, aqui e ali, me prendo...
Já o Danúbio me ultrapassa... Minha sombra me tropeça...
Mas nada me diz respeito... E pouco me move e toca...
Exceto, às vezes, Ela...

Na Noite da Epifania...
Feira de antiguidades...
Banda da faculdade...
Professor de russo, Šveroš, Doutor, Agricultor e Juiz Municipal...
E todos estamos no "Ajuda, Senhor"...
É imensa a força do amor...
Nas manhãs insônias ainda vem sem ser convidada, e como um ladrão revirando meus pensamentos e canções...
Mas isso é tudo que ela pode...