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No Final das Contas

Djordje Balasevic

Naposletku

Naposletku...
Ti si dobro znala ko sam ja...
Otkud sad te suze, moja mila?
Rekla si da se za toèak bršljan ne hvata...
Zalud izgužvana svila...
To je tako...
Ne pravi od tuge nauku...
Mami svetlo na sledeæem bregu...
Okopniæe moj otisak na tvom jastuku...
Kao "jezuška" u snegu...

Razbiæu gitaru...
Crn je mrak ispunjava...
Odavno se svoje pesme bojim...
Pomera u meni one gene Dunava...
Pa ja teèem... I kad stojim...
Ali opet...
Dal' bi ikad bila moja ti
da sam vojnik u armiji ljudi?
Rekla si da baš ne umem novce brojati...
I da je Ništa sve što nudim...

Naposletku, ti si navek znala da sam svirac...
Brošiæ što se teško pribada...
Da me može oduvati najblaži Nemirac...
Da æu u po reèi stati...
Da se neæu osvrtati...
Nikada...

Reðaš po vitrini
fini porculanski svet...
Al' ja sam figurica bez žiga...
Pazi... To je bajka što ti pada na pamet...
Fali ti bas ovaj cigan?

Ne, duso...
Tek u jesen otkriju se boje krošanja...
Sve su sliène u leto zelene...
Naposletku... Ti si dobro znala ko sam ja...
Èemu suze lepa ženo?

Draga moja, ti si navek znala da sam pajac...
Moj je šešir šatra pomièna...
Usne, tice-rugalice... A u oku tajac...
Da sam kaput sa dva lica...
Da sam Gospo'n Propalica...
Obièna...

Naposletku, ti si navek znala da sam svirac...
I da je nebo moja livada...
Da me može oduvati najblaži Nemirac...
Da æu u po reèi stati...
Da se neæu osvrtati...
Nikada...

No Final das Contas

No final das contas...
Você sempre soube quem eu sou...
De onde vêm essas lágrimas, minha querida?
Você disse que não se agarra a um trevo...
De nada adianta a seda amassada...
É assim mesmo...
Não transforme a tristeza em lição...
Atraia a luz na próxima colina...
Meu rastro vai desaparecer no seu travesseiro...
Como um "jesus" na neve...

Vou quebrar a guitarra...
A escuridão é densa...
Há muito tempo tenho medo da minha própria canção...
Desloca em mim aqueles genes do Danúbio...
Mas eu corro... E mesmo parado...
Mas de novo...
Você algum dia seria minha
se eu fosse um soldado no exército das pessoas?
Você disse que não sei contar dinheiro...
E que nada é tudo o que eu ofereço...

No final das contas, você sempre soube que sou músico...
Um broche que é difícil de prender...
Que pode ser levado pelo mais suave dos ventos...
Que eu vou parar no meio da frase...
Que não vou olhar para trás...
Nunca...

Você arruma na vitrine
um fino mundo de porcelana...
Mas eu sou uma figurinha sem selo...
Cuidado... Isso é um conto de fadas que vem à sua mente...
Falta esse cigano aqui?

Não, querida...
Só no outono as cores das copas se revelam...
Todas são parecidas no verão verde...
No final das contas... Você sempre soube quem eu sou...
Para que lágrimas, bela mulher?

Minha querida, você sempre soube que sou um palhaço...
Meu chapéu é uma tenda móvel...
Lábios, pássaros-zombeteiros... E no olhar, um silêncio...
Que sou um casaco de dois lados...
Que sou o Senhor Perdido...
Comum...

No final das contas, você sempre soube que sou músico...
E que o céu é meu campo...
Que pode ser levado pelo mais suave dos ventos...
Que eu vou parar no meio da frase...
Que não vou olhar para trás...
Nunca...