Nisam bio ja za nju
Volela je klasiku i jazz,
citala je, pretezno, Perl CBak.
Njen je praded bio ruski knez,
dosao je sa Urala cak.
Nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Ne, nikad nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Prosla je, uglavnom, citav svet,
London, Pariz, Amsterdam i Rim.
Vozila je plavi "Renault 5",
ma, vozila je pristojno, sasvim.
Al' ipak, nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Zivela je kao sat.
Strogi plan za svaki dan.
Zelela je znati sve:
"Sta se zbiva? Ko se muva?"
Ja sam sasvim drugi tip,
o, tako divno slobodan,
bas ma briga za njen krem.
Eto, to je to.
Bas i ne bi bio neki brak,
kad je Njezin idol - cika Freud,
a njen suprug povrsan i lak,
fudbal, coca-cola i Pink Floyd.
O, mama, nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Ne, stvarno, nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Sretnemo se ponekad.
Pita me sta radim sad,
isprica mi ukratko,
sta se zbiva, ko se muva.
Kazem joj da tugujem,
kartam se i lumpujem,
s oblacima drugujem,
ona kaze: "Sam si tome kriv".
Al' ipak, nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Ne, stvarno, nisam bio ja za nju,
nisam bio ja za nju.
Eu Não Era o Cara Para Ela
Ela amava clássicos e jazz,
lia muito, principalmente, Perl CBak.
O avô dela era um príncipe russo,
vindo lá dos Urais, até.
Eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
Não, nunca fui o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
Ela passou, basicamente, pelo mundo todo,
Londres, Paris, Amsterdã e Roma.
Dirigia um "Renault 5" azul,
ah, dirigia bem, bem tranquila.
Mas mesmo assim, eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
Eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
Vivia como um relógio.
Um plano rígido pra cada dia.
Queria saber de tudo:
"O que tá rolando? Quem tá na área?"
Eu sou um tipo bem diferente,
oh, tão maravilhosamente livre,
me importo pouco com o creme dela.
É isso, só isso.
Não seria um bom casamento,
se o ídolo dela é o tio Freud,
e o marido dela é superficial e fútil,
futebol, coca-cola e Pink Floyd.
Oh, mãe, eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
Não, sério, eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
A gente se encontra de vez em quando.
Ela me pergunta o que ando fazendo agora,
me conta rapidinho,
como estão as coisas, quem tá na área.
Eu digo que tô na fossa,
jogando cartas e festejando,
conversando com as nuvens,
e ela diz: "Você é o único culpado".
Mas mesmo assim, eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.
Não, sério, eu não era o cara pra ela,
eu não era o cara pra ela.