Requiem
Kad god prodjem ulicom sa tvojim imenom,
pomislim na onu pesmu...
vec je godinama ne pevam, stari refren nikom ne treba.
Ljudi pesme kratko pamte,
Komandante...
Ostace u knjigama i prica o nama: Balkan krajem jednog veka.
Svako pleme crta granicu, svi bi hteli svoju stranicu...
Tope se snovi kao sante,
Komandante...
Na barikadama su opet zastave,
svet ide kao na praznike,
A decu izvode s jutarnje nastave
da vide gladne radnike...
A gde smo mi, naivni, sto smo se dizali na Hej Sloveni?
Kao da smo uz tu pricu izmisljeni.
Vremena su nezgodna, za momka kao ja, koji gleda svoja posla...
Nisam lutak da me naviju. Imam samo Jugoslaviju...
Sve druge baklje bez mene plamte, Komandante...
Na barikadama su opet zastave, svet ide kao na praznike,
A decu izvode s jutarnje nastave da vide gladne radnike...
I svi su tu da dobiju na toj lutriji...
Na barikadama su uvek najbrzi, al nikad i najmudriji.
A gde smo mi, naivni, sto smo se dizali na Hej Sloveni?
Kao da smo uz tu pricu izmisljeni...
I prevareni...
Kad god prodjem ulicom sa tvojim imenom
pomislim na Panta Rei...
Bacice se, tako, neki lik kamenom i na tvoj spomenik,
Jer sve se menja, i sve tece...
Covece.
Requiem
Sempre que passo pela rua com seu nome,
penso naquela música...
Já faz anos que não canto, o velho refrão não serve pra ninguém.
As pessoas lembram das músicas por pouco tempo,
Comandante...
Vai ficar nos livros e nas histórias sobre nós: o Balcão no final de um século.
Cada tribo traça sua fronteira, todos querem sua página...
Os sonhos derretem como gelo,
Comandante...
Nas barricadas, as bandeiras estão de volta,
o mundo vai como se fosse feriado,
E as crianças são tiradas da aula matinal
pra ver os trabalhadores famintos...
E onde estamos nós, ingênuos, que nos levantamos ao som de Hej Sloveni?
Como se fôssemos inventados junto com essa história.
Os tempos são complicados, para um cara como eu, que cuida da sua vida...
Não sou um boneco que pode ser manipulado. Tenho apenas a Jugoslávia...
Todas as outras tochas queimam sem mim, Comandante...
Nas barricadas, as bandeiras estão de volta, o mundo vai como se fosse feriado,
e as crianças são tiradas da aula matinal pra ver os trabalhadores famintos...
E todos estão lá pra ganhar nessa loteria...
Nas barricadas, sempre os mais rápidos, mas nunca os mais sábios.
E onde estamos nós, ingênuos, que nos levantamos ao som de Hej Sloveni?
Como se fôssemos inventados junto com essa história...
E enganados...
Sempre que passo pela rua com seu nome
penso em Panta Rei...
Alguém vai jogar uma pedra no seu monumento,
Porque tudo muda, e tudo flui...
Cara.