Sloboda-ne
Znam, ovo sve sam mogo reæi i pre,
Al' ptica trpi dok je bar metar neba.
Nisam hteo da se mešam,
Ispašæu, ko velim, smešan,
Smešnih imamo i više neg' što treba.
Na tamburu sam metio kljuè,
Do zadnje epizode ovog ružnog sna,
Odroni se srca komad,
Nisam pev'o od onomad.
Pitaš kad æu? Bog sveti zna...
Gledam skupštinu il' šta je to veæ.
Bife "Proleæe" u Petrovcu na Mlavi.
Ej, gledam one tužne kese,
Di baš meni da se dese
Da mi takve glave delaju o glavi?
A u mutnoj reki topi se brod,
U džepu pesak a u ušima voda.
Kad veæ prièamo o tome,
Što ja braæo s' vama tonem,
Ja sam putnik s jednog sasvim drugog broda.
A TV Dnevnik, ko kormilo, okreæu spodobe
Vrlo podobne.
Sve æe se, kažu, srediti,
Istina æe pobediti.
Slobodane!
Sloboda-ne!
I ja ponekad popušim,
al' zbog tog zemlju ne srušim.
Slobodane!
Veliš: što da ne?
Tebi su mase odane,
Ko sluša duše prodane?
Kao ja.
Kažu da je nekad carovo um.
Gde je tu bajku samo iskopao DEPOS?
Joj, ispadoše akademci,
veæi zlotvori neg Nemci,
Nisu ljudi stigli kasti "fala lepo".
Al' tek zbog studoša mi napuko film,
E, reko, sad æe valjda sa trešnje siæi.
"Malo morgen", reèe Boban,
Doktor nauka il èoban,
"Vi ste samo mali glasaèki listiæi".
A TV Dnevnik, oduševljen time je doneo
Kraæi rezime:
Da treba pravdu slediti,
Istina æe pobediti.
Slobodane!
Sloboda-ne!
Deca u mestu putuju,
Mladost na taèke kupuju.
Slobodane!
Eh, što da ne?
Kad su ti mase odane,
Ko sluša duše prodane,
Kao ja.
Amer meraèi na Mesecu plac,
Ej, rock'n'roll se èuje s tavana Kremlja.
A od mene ištu vize,
Da'l sam besan, da li grizem?
Pardon, je li ovo kasarna il' zemlja?
Ma tu mora biti još neki put.
Zar se do mira uvek putuje ratom?
Èuvajuæi dostojanstvo,
Primako si inostranstvo,
Inostranstvo nam je oma tu, za vratom.
Uz TV Dnevnik je sve više gnevnih, a sve manje
Vernika Dnevnika.
"Istina æe pobediti",
Znam, tek æeš se ondak jediti.
Slobodane!
Sloboda-ne!
Nemoj nas više braniti,
Brigom æeš nas saraniti.
Slobodane!
Ma, što da ne?
Tebi su mase odane,
Ko sluša duše prodane?
Kao ja.
Slobodane!
Zauzdaj svoje klovnove,
Dok Vijetnam ne ponove.
Sloboda - da!
Sloboda - da!
Sloboda - da, sad il nikada,
Na kraju to tako ispada.
Slobodane!
Sloboda - da!
I ja ponekad popušim,
Al' zbog tog zemlju ne srušim.
Slobodane!
Sloboda - da!
Sloboda - da, sad il nekada,
Na kraju to tako ispada.
SLOBODANE!
Liberdade - Não
Sei, eu poderia ter dito tudo isso antes,
Mas o passarinho sofre enquanto tem um metro de céu.
Não queria me meter,
Vou acabar, como digo, ridículo,
Temos mais ridículos do que precisamos.
Na sanfona coloquei a chave,
Até o último episódio desse pesadelo feio,
Desmorona um pedaço do coração,
Não cantei desde aquele dia.
Pergunta quando vou? Deus sabe...
Olho a assembleia ou o que quer que seja.
Bistrô "Primavera" em Petrovac na Mlavi.
Ei, vejo aqueles tristes sacos,
Por que justo comigo isso acontece
De ter essas cabeças batendo na minha?
E no rio turvo um barco se afunda,
No bolso areia e na orelha água.
Já que estamos falando disso,
Por que eu, irmãos, estou afundando com vocês,
Sou um viajante de um barco bem diferente.
E o Jornal da TV, como um leme, vira as figuras
Muito parecidas.
Dizem que tudo vai se resolver,
A verdade vai vencer.
Liberdade!
Liberdade - não!
E eu às vezes fumo,
Mas por isso não vou derrubar o país.
Liberdade!
Dizes: por que não?
As massas estão fiéis a você,
Quem ouve almas vendidas?
Como eu.
Dizem que um dia foi a mente do imperador.
Onde ele desenterrou essa fábula, DEPOS?
Ai, os acadêmicos se revelaram,
Piores vilões que os alemães,
As pessoas não chegaram a dizer "obrigado".
Mas só por causa dos estudantes meu filme quebrou,
E, disse, agora vai descer da cereja.
"Nem pensar", disse Boban,
Doutor em ciências ou um caipira,
"Vocês são só pequenos papéis de voto".
E o Jornal da TV, empolgado com isso, trouxe
Um resumo mais curto:
Que devemos seguir a justiça,
A verdade vai vencer.
Liberdade!
Liberdade - não!
As crianças na cidade viajam,
A juventude compra em pontos.
Liberdade!
Ah, por que não?
Quando as massas estão fiéis a você,
Quem ouve almas vendidas?
Como eu.
Os americanos medem na Lua,
Ei, rock'n'roll se ouve do sótão do Kremlin.
E de mim pedem vistos,
Se estou bravo, se estou mordendo?
Desculpe, isso é um quartel ou um país?
Mas deve haver outro caminho.
É sempre preciso viajar pela guerra para a paz?
Preservando a dignidade,
Você se aproximou do exterior,
O exterior está bem aqui, nos nossos pescoços.
Com o Jornal da TV há cada vez mais irados, e cada vez menos
Fieis ao Jornal.
"A verdade vai vencer",
Sei, você só vai se irritar depois.
Liberdade!
Liberdade - não!
Não nos defenda mais,
Com sua preocupação você vai nos enterrar.
Liberdade!
Ah, por que não?
As massas estão fiéis a você,
Quem ouve almas vendidas?
Como eu.
Liberdade!
Controle seus palhaços,
Antes que repitam o Vietnã.
Liberdade - sim!
Liberdade - sim!
Liberdade - sim, agora ou nunca,
No final é assim que acaba.
Liberdade!
Liberdade - sim!
E eu às vezes fumo,
Mas por isso não vou derrubar o país.
Liberdade!
Liberdade - sim!
Liberdade - sim, agora ou algum dia,
No final é assim que acaba.
LIBERDADE!