Uspavanka za decaka
Prièaæe ti jednom možda, kako sam ja bio... Štošta...
Pile moje... Paèe moje malo...
Mudrovaæe, Badavani... Kad me nema da se branim...
Da sam blizu... Ne bi im se dalo...
Prièaæe ti o plovidbi... Ti što nisu sidro digli...
Šta sam za njih neg' ukleta šajka?
Tvrdiæe, sa zlobnim sjajem... Da sam drhtao pred zmajem...
Gledali su oni... Iz prikrajka...
Al' ti slutiš otkud bore... Trunje se u oku diglo...
Olujno je tamo gore... Gde nas nije puno stiglo...
Znam da sanjaš more sveæa... I korake po tom doku...
Ti si tamo bio... U mom oku...
Prièaæe ti, kojekakvi... Zloba se ko rubin cakli...
Kako odjek mog osmeha jeèi...
Kleæe se u pretpostavke... Kljuckajuæi, kao èavke...
Moje loše preprièane reèi...
Brojao sam ljude s krsta... Pravila i izuzetke...
Posvud promaèena vrsta... Samo retki naðu retke...
Znam da sanjaš vaskrsenje... Jednu siluetu plahu...
Ti si tamo bio... U mom dahu...
Prièaæe ti jednom svašta... Boljima se teško prašta...
Pile moje... Paèe moje malo...
Silni miševi u boci... Javiæe se ko svedoci...
Pustolovnog traganja za Gralom...
Ne znam više, bože prosti... Dal da strepim... Il da stremim...
Da to breme posebnosti... I na tebe nakalemim?
Ako nije kasno veæ?
Znam da sanjaš rimovanja... Krike... I tišinu nemu...
Ti si bio svugde u mom svemu...
Pile moje... Paèe moje malo...
Lavèe moje...
Canção de Ninar para Meninos
Um dia vão te contar, como eu fui... Muita coisa...
Meu filhote... Meu pequeno...
Vou te contar, Badavani... Quando não estou aqui pra me defender...
Se eu estivesse perto... Eles não teriam coragem...
Vão te falar sobre a navegação... Vocês que não levantaram âncora...
O que sou pra eles, senão um barco amaldiçoado?
Vão afirmar, com um brilho malicioso... Que eu tremia diante do dragão...
Eles estavam olhando... De longe...
Mas você pressente de onde vêm as rugas... A sujeira se acumulou no olhar...
Lá em cima tá tempestuoso... Onde não chegamos muito...
Sei que você sonha com o mar de velas... E os passos naquele cais...
Você esteve lá... No meu olhar...
Vão te contar, de tudo um pouco... A maldade brilha como rubi...
Como o eco do meu sorriso ressoa...
Juram por suposições... Bicando, como corvos...
Minhas palavras mal contadas...
Eu contei as pessoas na cruz... Regras e exceções...
Espécies perdidas por aí... Só os raros encontram os raros...
Sei que você sonha com a ressurreição... Uma silhueta tímida...
Você esteve lá... No meu suspiro...
Vão te contar muitas coisas... É difícil perdoar as dores...
Meu filhote... Meu pequeno...
Ratos enormes na garrafa... Vão aparecer como testemunhas...
Na busca aventureira pelo Graal...
Não sei mais, Deus me perdoe... Se devo temer... Ou aspirar...
Se esse fardo de ser único... Eu também vou te colocar?
Se não for tarde demais já?
Sei que você sonha com rimas... Gritos... E o silêncio mudo...
Você esteve em tudo que sou...
Meu filhote... Meu pequeno...
Meu leão...