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A Dúvida Ainda Masaï

Dominique Comont

Le doute encore masaï

Pour que tu sois plus fier que les plus fières antilopes
Pour que tu sois plus beau que le plus fragile dieu
Même si tu crois savoir être le peuple élu
Dans le grand horizon d'Orient brîlé d'Afrique

Ô monde gris des blancs arrête un peu ta course
Car du fond de mon âme
Le doute encore Masaï

Si tes bijoux d'argent ressemblent à mes larmes
Tu cours la nuit le jour sans arrêter le vent
Des goîtres de tes vaches tu bois parfois le sang
Tes terribles guerriers sont devenus des sages

Ô monde gris des blancs arrête un peu ta course
Car du fond de mon âme
Le doute encore Masaï

Cheveux crinière de lion sur ta peau d'ocre rouge
Tes plumes de vautour et tes fourrures de singe
Et toujours sur un pied, lautre pied au genou
Et ta lance au côté et ta bure sur l'épaule

Ô monde gris des blancs arrête un peu ta course
Car du fond de mon âme
Le doute encore Masaï

Le mimosa maché juste avant la bataille
Et tu danses dans le cercle aux cris aigus des filles
Le sang te bats aux tempes, leurs colliers battent l'air
Tu demeures le sauvage la pureté et la grâce

Ô monde gris des blancs arrête un peu ta course
Car du fond de mon âme
Le doute encore Masaï

A Dúvida Ainda Masaï

Pra que você seja mais orgulhoso que as mais orgulhosas antílopes
Pra que você seja mais bonito que o mais frágil deus
Mesmo se você acha que sabe ser o povo escolhido
No grande horizonte do Oriente queimado da África

Ô mundo cinza dos brancos, para um pouco sua corrida
Pois do fundo da minha alma
A dúvida ainda Masaï

Se suas joias de prata se parecem com minhas lágrimas
Você corre à noite, de dia sem parar o vento
Do goitre das suas vacas, você às vezes bebe o sangue
Seus terríveis guerreiros se tornaram sábios

Ô mundo cinza dos brancos, para um pouco sua corrida
Pois do fundo da minha alma
A dúvida ainda Masaï

Cabelos como a crina de leão na sua pele de ocre vermelho
Suas penas de urubu e suas peles de macaco
E sempre em um pé, o outro pé no joelho
E sua lança ao lado e sua roupa de saco no ombro

Ô mundo cinza dos brancos, para um pouco sua corrida
Pois do fundo da minha alma
A dúvida ainda Masaï

O mimosa mastigado logo antes da batalha
E você dança no círculo aos gritos agudos das meninas
O sangue pulsa nas suas têmporas, seus colares batem no ar
Você permanece o selvagem, a pureza e a graça

Ô mundo cinza dos brancos, para um pouco sua corrida
Pois do fundo da minha alma
A dúvida ainda Masaï

Composição: