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Espelho, Espelho

Don Osvaldo

Espejito, Espejito

Solo logro verte por el brillo de la ausencia
Invertís en el hacer creer
En que la imagen te dé comer
Te armaste todo un bastión repleto de imprudencias

Donde el respeto murió
Donde actuás como la cenicienta
Y donde cargás, donde apuntas
Donde no vas a parar de hablar

Con tus razones
Se agota hasta la fe
Con tus reacciones
Los perros te aplauden de pie

Dentro de tu circo
No pierde el que se quiere entretener
Te pido perdón por pensar
Que solo gano cuando puedo aprender
Sin cargar, sin apuntar
Sin solamente hablar y hablar y hablar

Conocerse, tal vez, no sea negocio
No tanto como hacerse conocer
Como escalar mostrándose
A los socios del interés

La primicia, la idioticia
Lo que circula sirve para chapear
A los eslogans que van publicando
Otro genio te los va comentar

Vida de vidriera, de vigilante, de fisgón virtual
Te sentís en verdad importante
Porque a cualquiera le podés gustar
Si cargás, si apuntas
Sin solamente hablas y hablas y hablas

Conocerse, tal vez, no sea negocio
No tanto como hacerse conocer
Como escalar mostrándose
A los socios del interés

Sobre telas de arañas
Se paran estos pájaros verdes
Y alzando una bandera alquilada
Repiten y se creen lo que tejen

Espelho, Espelho

Só consigo te ver pelo brilho da ausência
Você investe em fazer acreditar
Que a imagem te dá o que comer
Você montou um verdadeiro bastião cheio de imprudências

Onde o respeito morreu
Onde você age como a Cinderela
E onde você carrega, onde você aponta
Onde não vai parar de falar

Com suas razões
A fé se esgota até
Com suas reações
Os cães te aplaudem de pé

Dentro do seu circo
Não perde quem quer se entreter
Te peço desculpas por pensar
Que só ganho quando posso aprender
Sem carregar, sem apontar
Sem só falar e falar e falar

Conhecer-se, talvez, não seja negócio
Não tanto quanto se fazer conhecer
Como escalar se mostrando
Para os sócios do interesse

A primícia, a idiotice
O que circula serve para se exibir
Para os slogans que vão publicando
Outro gênio vai comentar

Vida de vitrine, de vigilante, de bisbilhoteiro virtual
Você se sente realmente importante
Porque pode agradar a qualquer um
Se carrega, se aponta
Sem só falar e falar e falar

Conhecer-se, talvez, não seja negócio
Não tanto quanto se fazer conhecer
Como escalar se mostrando
Para os sócios do interesse

Sobre teias de aranha
Esses pássaros verdes se empoleiram
E levantando uma bandeira alugada
Repetem e acreditam no que tecem