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Vaso Sem Fundo

Don Osvaldo

Vaso Sin Fondo

Aquel sordo ruido del dolor te hace crecer
Tengo fe, no sé en qué
Pero siempre vuelvo a creer
Y me quedé en aquello
Que a muchos hace bien

Verdes hojas y flores de hembras hermosas
Que se despiertan en tu sangre
En tu mente una y otra vez

Hoy crucé el horizonte para ser más libre
Y vi que de mi existencia solo sé lo que entendí
La mitad la disfruté

Y la otra mitad, solo dormí y resistí
Buscando oasis, espejismos conocí
Pagué por ganar y no se cobra lo que perdí

Oí que la vida es un gran vaso sin fondo
Donde la muerte es lo más hondo que se puede llegar

Yo solo conozco esta vida
Y prefiero enloquecer por vivirla
Que mentirme para sobrevivir

Bicicleta y los bosques de Ezeiza
Doble gota por caer
Calor, lluvia, arcoíris, luz

Caleidoscopio roto
Resplandor de otro día más de pie
Panaderos ciclistas, futbolistas obreros

Entre la seda de un árbol
Con paciencia, puedo ver
Son tantos los colores brillando
Y saltando en este amanecer

Oí que la vida es un gran vaso sin fondo
Donde la muerte es lo más hondo que se puede llegar

Yo solo conozco esta vida
Y prefiero enloquecer por vivirla
Que mentirme para sobrevivir

Vaso Sem Fundo

Aquele barulho surdo da dor te faz crescer
Tenho fé, não sei em quê
Mas sempre volto a acreditar
E fiquei naquilo
Que a muitos faz bem

Folhas verdes e flores de fêmeas lindas
Que despertam na sua veia
Na sua mente uma e outra vez

Hoje cruzei o horizonte pra ser mais livre
E vi que da minha existência só sei o que entendi
A metade eu aproveitei

E a outra metade, só dormi e resisti
Buscando oásis, conheci miragens
Paguei pra ganhar e não se cobra o que perdi

Ouvi que a vida é um grande vaso sem fundo
Onde a morte é o mais profundo que se pode chegar

Eu só conheço esta vida
E prefiro pirar por vivê-la
Do que me enganar pra sobreviver

Bicicleta e as florestas de Ezeiza
Duas gotas prestes a cair
Calor, chuva, arco-íris, luz

Caleidoscópio quebrado
Brilho de mais um dia de pé
Padeiros ciclistas, jogadores operários

Entre a seda de uma árvore
Com paciência, posso ver
São tantas as cores brilhando
E pulando neste amanhecer

Ouvi que a vida é um grande vaso sem fundo
Onde a morte é o mais profundo que se pode chegar

Eu só conheço esta vida
E prefiro pirar por vivê-la
Do que me enganar pra sobreviver

Composição: Don Osvaldo