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Carolina Maria de Jesus

Dowglas Diniz

No verso sou o preto
Na prosa sou do gueto
Na pura cadencia que o samba traduz
É tijuca vencendo preconceitos
Carolina Maria de Jesus

O azul do céu coloriu Bitita
O Sol tingiu capins em dourado
Jardins perfumavam no interior
Folguedos e fulgores mineiros
Andores da fé, mil contos de avô
Alumiados por candeeiros
No doce colo de mãe e dinda
Na pele, um destino traçado
Brota o café, e Carolina só provou
O amargor da falsa liberdade
Retinta feiticeira não quis um senhor
Pra ser a Maria na cidade

Garoa concreta, roteiro cinzento
Girassóis de cimento
Na fresta, mazelas, é festa na favela
Reciclando os sentimentos
Garoa concreta, roteiro cinzento
Girassóis de cimento
Jesus e o desprezo, no quarto do despejo
Poesia com pertencimento

Palavras são navalhas afiadas
Ela usava contra os vícios do poder
Se viu repaginada e negava quem lhe queria
A serviço da hipocrisia
Não lhe vestiram fardões
Mas o seu pretuguês lhe fez escritora imortal
Verbo da consciência
Verso calando canhões
Sem perder a essência
Exemplo aos corações
E no alto do morro
Empunhem caneta e papel

Meninas e meninos do Borel

Composição: Eduardo Medrado / Dredi / Gabriel Carvalho / Kleber Rodrigues / Luiz Nascimento / Romeu D’Malandro / Rony Silva. Essa informação está errada? Nos avise.

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