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Salgueiro de Corpo Fechado

Dowglas Diniz

Letra

    Arruda, figa de guiné
    Patuá no bolso e bom defumador
    Já firmei minha mandinga
    É tempo de curimba
    Meu batuque é filho de xangô
    Vidas de além-mar
    Entrelaçadas pelas linhas do alcorão
    Abençoadas bem de baixo do altar
    Traziam cura e proteção
    No axé de São Salvador
    O babalaô juntou na Bahia
    Atabaques, derbakes e sinos na encantaria

    Sem ter medo de macumba, que dirá de macumbeiro
    Se vier fazer quizumba, vá cantar noutro terreiro
    Tenho pedra de corisco e moeda feita em prata
    Olho gordo não me enxerga, se enxerga, não me mata

    Sem o sinete no chapéu de Virgulino
    Estilete do destino foi a bala que apagou lampião
    Se eu perder a sombra que é minha
    O pajé à luz da verdade
    Traz da mata, a preta rainha
    Curandeira e luminosidade
    Jurema êh, jurema
    Me benza pr0 meu corpo se fechar
    Pra dor de amor
    Eu tomo banho de abô
    Pra renascer, ao preto velho agradecer
    Desfaço quebranto, deito pro meu orixá
    Nem vem com demanda
    Que volta pra quem me jogar

    Zum zum, zum, zum
    Vem escola de malandro, seu zé
    Inimigo cai, eu sou bamba, fico em pé
    Avenida é terreiro, a encruza, meu lugar
    Ai que lindo, salgueiro
    Vai pegar fogo no gongá

    Composição: Paulo César Feital / Benjamin Figueiredo / Tiãozinho do Salgueiro / Rodrigo Gauz / Tomaz Miranda / Patrick Soares / Gilberth Castro / Osvaldo Cruz / Bruno Papão / Vagner Silva. Essa informação está errada? Nos avise.

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