Absinthe
Time is precious, but the clock doesn't stop
In a tent, a merchant eased the pain of some
He offered me a drink, a liqueur to forget
And there, in that dust, I just wanted to stop suffering
It was a green liquid, disguised with lemon
But the taste, my friend, was bitter
Unlike anything my mouth had ever tasted
One sip and I threw the rest away, the sand absorbed it
Just like the dreams and lives of those who fought
The desert suddenly drank the thirst for everything
Absinthe, with your numbness
I am absent and feel nothing more
Absinthe, a green in my lament
I am absent and feel nothing more
Like water springing from the earth: Says the voice that haunts me
We saw our enemies emerging from the sands
In each dune we crossed, lurking
And life fades like a shadow, on the path of uncertainties
The bursts of gunfire, shining in the dark night
Seemed like shooting stars, hunting us, guiding us
Pursued by the darkness of the endless desert
The taste of absinthe still lingers within me
A moment of absence to endure what will come
Whether the next bullet reaches us or leaves us in peace
Absinthe, with your intoxication
I absent myself and feel nothing more
Absinthe, a green in my lament
I absent myself and feel nothing more
The clock doesn't stop
My thoughts wander to the beyond
I feel nothing more
On the sand
Pulling me
Towards this abyss
Absinthe
Absinto
O tempo é precioso, mas o relógio não para
Em uma tenda, um comerciante aliviou a dor de alguns
Ele me ofereceu uma bebida, um licor pra esquecer
E ali, naquela poeira, eu só queria parar de sofrer
Era um líquido verde, disfarçado de limão
Mas o gosto, meu amigo, era amargo
Nada que minha boca já tivesse provado
Um gole e eu joguei o resto fora, a areia absorveu
Assim como os sonhos e vidas de quem lutou
O deserto de repente bebeu a sede por tudo
Absinto, com sua dormência
Estou ausente e não sinto mais nada
Absinto, um verde na minha lamentação
Estou ausente e não sinto mais nada
Como água brotando da terra: Diz a voz que me assombra
Vimos nossos inimigos surgindo das areias
Em cada duna que cruzamos, à espreita
E a vida se esvai como uma sombra, no caminho das incertezas
Os estalos de tiros, brilhando na noite escura
Pareciam estrelas cadentes, nos caçando, nos guiando
Perseguido pela escuridão do deserto sem fim
O gosto do absinto ainda persiste em mim
Um momento de ausência pra suportar o que virá
Se a próxima bala nos atinge ou nos deixa em paz
Absinto, com sua intoxicação
Eu me ausento e não sinto mais nada
Absinto, um verde na minha lamentação
Eu me ausento e não sinto mais nada
O relógio não para
Meus pensamentos vagam para o além
Não sinto mais nada
Na areia
Me puxando
Para este abismo
Absinto
Composição: Dreams Factory, Fabinho de Oliveira