Inconnu, excepté de Dieu
L'inscription d'une croix ancienne
Près d'un champs de blé merveilleux
M'arrêta... Je lis à grand peine :
"Inconnu, excepté de Dieu."
Quel destin, à vrai dire immense,
Repose sous ce granit bleu
Parmi le blés qui se balancent ?
"Inconnu, excepté de Dieu."
Est-ce un enfant ou est-ce un homme
Pour qui la mort fit, c'est tant mieux,
De mettre un carré de royaume ?
"Inconnu, excepté de Dieu."
A-t-il souffert, fut-il coupable ?
A-t-il fait pleurer de beaux yeux ?
Fut-il tragédie ou bien fable ?
"Inconnu, excepté de Dieu."
A-t-il la pluie comme village
Et le vent d'hiver pour chef-lieu,
Le soleil pour grand équipage ?
"Inconnu, excepté de Dieu."
J'ai pris par la voie charretière
Un chemin de grands amoureux.
J'étais inondé de lumière.
"Inconnu, excepté de Dieu."
Desconhecido, exceto por Deus
A inscrição de uma cruz antiga
Perto de um campo de trigo maravilhoso
Me parou... Eu leio com dificuldade:
"Desconhecido, exceto por Deus."
Que destino, na verdade imenso,
Repousa sob este granito azul
Entre os trigos que se balançam?
"Desconhecido, exceto por Deus."
É uma criança ou é um homem
Por quem a morte fez, que bom,
De colocar um pedaço de realeza?
"Desconhecido, exceto por Deus."
Ele sofreu, foi culpado?
Fez chorar belos olhos?
Foi tragédia ou fábula?
"Desconhecido, exceto por Deus."
Tem a chuva como vila
E o vento de inverno como sede,
O sol como grande companhia?
"Desconhecido, exceto por Deus."
Peguei pela estrada de carroça
Um caminho de grandes amantes.
Estava inundado de luz.
"Desconhecido, exceto por Deus."