El Rio Del Silencio
No existe razón para que ya no
suenen palabras en su voz.
Puede, tal vez, que en quien confió,
con las palabras le engañó.
La niña a vuelto a ir, no mira atrás,
al río a no escuchar
ya nada más, a nadie quiere oír.
Yo no sé si, desde que calló,
le falta o sobra la razón.
Se hará comprender
porque, para hablar,
con su mirada bastará.
No intentes comprender, no puede ser,
un día volverán a florecer
palabras que tan sólo una vez
las pude oír. Sus labios hizo mover,
y aquella vez pude entender
que ya no quiso crecer
O Rio do Silêncio
Não há razão pra que já não
soem palavras na sua voz.
Pode ser que, em quem confiou,
com as palavras se enganou.
A menina voltou a ir, não olha pra trás,
pro rio pra não escutar
nada mais, a ninguém quer ouvir.
Eu não sei se, desde que calou,
lhe falta ou sobra a razão.
Vai se fazer entender
porque, pra falar,
com seu olhar vai bastar.
Não tente entender, não pode ser,
um dia vão voltar a florescer
palavras que só uma vez
eu consegui ouvir. Seus lábios fez se mover,
e naquela vez pude entender
que já não quis mais crescer.
Composição: Diego Vasallo