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Romance Para Mis Tardes Amarillas

Duo Coplanacu

Letra

Romance Para Minhas Tardes Amarelas

Romance Para Mis Tardes Amarillas

II
Quando o destino me levarCuando me lleve el destino
por outros caminhos um diapor otras huellas un día
quando a vontade de andar me afastarcuando ansias de andar me alejen
das minhas tardes amarelasde mis tardes amarillas
Irei carregando bagagensIré cargando bagajes
de tristezas escondidasde tristezas escondidas
e solidão de distânciasy soledad de distancias
cravadas nas minhas pupilas...!hincadas en mis pupilas...!
Como vou sentir falta entãoCómo he de extrañar entonces
do calor da terra nativa,calor de tierra nativa,
como vou sentir a ausênciacomo he de sentir la ausencia
das minhas tardes amarelas,de mis tardes amarillas,
en espelhos de represaen espejos de represa
do onde a lua se refletedonde la luna se mira
e tristes salgueiros chorõesy tristes sauces llorones
que nas valas sussurram...!que en la acequias musitan...!
Tardes que têm mistériosTardes que tienen misterios
de cardo em suas arestasde cardón en sus aristas
e voo de tordos negrosy vuelo de tordos negros
buscando tuas flores.buscando tuscas floridas.
Machados escuros de florestasHachas oscuras de bosques
em suas costas afundadasen sus espaldas hundidas
e pinças negras de jumesy pinza negras de jumes
brilhando nas salinas...!en un brillar de salinas...!

IIII
Tardes que têm olheirasTardes que tienen ojeras
azuis de longevidade,azules de lejanía,
carros cansados de fretecansados carros fleteros
que nas picadas rangemque en las picadas rechinan
Palavras de vento nortePalabras de viento norte
que se amargam de jarilhasque se amargan de jarillas
e silvos de perdizesy silbidos de perdices
escondidas nos montes...!en los montes escondidas...!
Ai! Quando um sonho me afastar¡Ay! Cuando un sueño me aleje
das minhas tardes amarelasde mis tardes amarillas
me acompanharão os cantosme acompañarán los cantos
tristes das urpilas,tristones de las urpilas,
vidalas de longas ausênciasvidalas de ausencias largas
cantando minha despedidacantando mi despedida
e solidão de quimilesy soledad de quimiles
feita adeus em suas espinhas...!hecha adiós en sus espinas...!
Como vou sentir falta entãoComo he de extrañar entonces
do calor da terra e da vidacalor de tierra y de vida
como vou sentir a ausênciacomo he de sentir la ausencia
das minhas tardes amarelas,de mis tardes amarillas,
mientras os parches legüerosmientras los parches legüeros
se alonguem em ladainhasse alarguen de letanías
e os yajnarcas me interceptemy los yajnarcas me atajen
pressentindo minha partida...!presintiendo mi partida...!

Composição: Dalmiro Coronel Lugones / Carlos 'Peteco' Carabajal. Essa informação está errada? Nos avise.

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