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Gratidão

Dúo de Oro Oviedo Barreto

Gratitud

Múrice rosa, gala del este son las puntanas
Ku iñemimbýva che yvotytýpe heñoimbyre
Y entre los pliegues de esas auras cordilleranas
Ku ysapymíicha okukuipáva ko'ê jave

Castas doncellas, noble y sencilla como ninguna
Che purahéipe opa tetãre pomyerakuã
Musas soñadas, hoy por vosotras clavo mi pluma
Ku oimerõguáicha pende apytépe chemba'erã

Flores olientes, lirios del campo inmarcesible
Che liriomíme che pohenóita águi rire
Siempre implorando lo deseado, lo imposible
Ndacherayhúirõ amosaingóne che rekove

Soy andariego poeta errante, maga puntana
Nacheirûvéigui umi ka'aguýre cheañóma aiko
Y es por eso que alguien me llama guyra campana
Gua'únte umíva, che ya ikangýma la che pepo

Mi vida enferma como el muriente sol del ocaso
Ndaikuaavéima mba'épa che la che rekove
Ya no me sobra la esperanza ni un retazo
Tajúna ápe, pende kyvýrõnte che aikose

Con vuestros ojos, con vuestra risa y con vuestro aliento
Ikatu porãnte ko'êramo ára añepohãno
Mi débil ala sería entonces el manso viento
Pendepejúva pemonguerárõ ko che korasõ

Gratidão

Rosa do campo, beleza do leste são as flores
Que me trazem lembranças de um jeito especial
E entre as dobras dessas brisas serranas
Que me embalam como um sonho ao amanhecer

Donzelas puras, nobres e simples como nenhuma
Na minha canção ecoa a voz do povo
Musas sonhadas, hoje por vocês eu cravo minha pena
Que, como um desejo, em vocês eu me encontro

Flores cheirosas, lírios do campo que nunca murcham
Meu lirismo é como um perfume que se espalha
Sempre implorando o que se deseja, o impossível
Se não amar, não sei como viver

Sou um poeta errante, viajante das flores
Não me prendo a nada, sou livre como o vento
E é por isso que alguém me chama de pássaro da campina
Por onde eu vou, não me calo, sou eu mesmo

Minha vida adoece como o sol moribundo do ocaso
Não sei mais o que é viver a minha vida
Já não me sobra esperança nem um pedaço
Aqui estou, por causa de vocês, eu respiro

Com seus olhos, com seu riso e com seu sopro
Posso, de fato, amanhecer em um novo dia
Minhas asas frágeis seriam então o vento suave
Que, ao seu lado, me levaria ao seu coração

Composição: Emiliano R. Fernàndez, Guillermo Jara