Morrendo de Medo

Dy Fuchs

Somente restam
As cinzas do final
Que dentro do meu peito
Tem um peso surreal
Não vejo como dar
Nenhum outro jeito
Admita: Estamos morrendo de medo
Morrendo de medo

Somente restam
As cinzas do final
Que dentro do meu peito
Tem um peso surreal
Não vejo como dar
Nenhum outro jeito
Admita: Estamos morrendo de medo
Morrendo de medo

O frio na barriga e o encontro dos olhos
Foram com o tempo trocados
Pelo gelo sólido
Os sonhos desfeitos moram na lixeira
E penteadeira velha
Já nem fala mais
Ela só repete o que você dizia
Que já não adianta mais olhar pra trás

Somente restam
As cinzas do final
Que dentro do meu peito
Tem um peso surreal
Não vejo como dar
Nenhum outro jeito
Admita: Estamos morrendo de medo
Morrendo de medo

Somente restam
As cinzas do final
Que dentro do meu peito
Tem um peso surreal
Não vejo como dar
Nenhum outro jeito
Admita: Estamos morrendo de medo
Morrendo de medo
Morrendo de medo
Morrendo de medo

(Morrendo de medo)


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