Ballada o dziwnym malarzu
Puste kieszenie i torba pe³na snów
Oto malarz dziwny, który bywa³ tu
Wszyscy go znali, wiedzieli o tym, ¿e
Duszê sw¹ zaprzeda³ œwiatu pêdzli stu
Nie wierzy³ ludziom i sobie chyba te¿
Zbyt wiele bólu dozna³, za du¿o wyla³ ³ez
Karmiony pogard¹ i rzuconym groszem
Czêsto tu siedzia³, obrazy sprzedaæ chcia³
Kto choæ jeden kupi dziœ?
Nie wiedzia³eœ skrêcasz w lewo, chcesz ju¿ iœæ
A byæ mo¿e, gdy zobaczysz w³aœnie je
Znajdziesz s³aboœæ sw¹ i marzenia blask
Kto wie?
¯ycie swe zamieni³ w deliryczny sen
Gubi¹c gdzieœ po drodze prawdê sw¹ i sens
By w koñcu siê odwa¿yæ i zapukaæ tam
Gdzie teraz bia³¹ farb¹ maluje wieczny czas
Kto choæ jeden kupi dziœ
Nie widzia³eœ, skrêcasz w lewo chcesz ju¿ iœæ,
A byæ mo¿e, gdy zobaczysz w³aœnie je
Znajdziesz s³aboœæ sw¹ i marzenia blask
Kto wie?
Balada do Pintor Estranho
Bolsos vazios e uma bolsa cheia de sonhos
Aqui está o pintor estranho que costumava estar aqui
Todos o conheciam, sabiam que
Vendeu sua alma ao mundo com cem pincéis
Não acreditava nas pessoas e em si mesmo também
Sofreu demais, chorou muito
Alimentado pelo desprezo e moedas jogadas
Muitas vezes aqui ficou, queria vender suas obras
Quem vai comprar uma hoje?
Você não viu, vira à esquerda, já quer ir
E talvez, quando você os ver
Vai encontrar sua fraqueza e o brilho dos seus sonhos
Quem sabe?
Transformou sua vida em um sonho delirante
Perdendo pelo caminho sua verdade e sentido
Para finalmente ter coragem e bater lá
Onde agora pinta o tempo eterno com tinta branca
Quem vai comprar uma hoje?
Você não viu, vira à esquerda, já quer ir
E talvez, quando você os ver
Vai encontrar sua fraqueza e o brilho dos seus sonhos
Quem sabe?