Ja Wiem - Obojêtnoœæ
G³osy wokó³ mnie mówi¹ nic, nic nie jest na pewno.
Le¿ê, patrzê w sufit i wiem,
wieczne jest niebo nade mn¹.
Ciekn¹cy kran, tynk odpada ze œcian,
za oknem czai siê nuda.
Dzwonek u drzwi nie odezwie siê nigdy,
samotnoœci¹ zatruty umieram.
Ja wiem.
Ja wiem - obojêtnoœæ, jak cierñ, ostry ból.
Ci¹gle jeszcze mieszka w ludzkich sercach
Ja wiem.
Z czo³a ocieram noc, otwieram drzwi,
na schodach pusto i cicho.
Ludzie zamkniêci w snach
wci¹¿ chowaj¹ na dnie swoich dusz paj¹ki strachu.
Rozpaczy krzyk nie obudzi w nich niepokoju,
ani litoœci.
Za ciasne g³owy na myœli, za twarde serca na mi³oœæ
Ja wiem...
Eu Sei - Indiferença
Vozes ao meu redor dizem nada, nada é certo.
Estou deitado, olhando pro teto e sei,
que o céu acima de mim é eterno.
Uma torneira pingando, a tinta descascando da parede,
fora a monotonia se esconde.
O toque na porta nunca vai responder,
na solidão me envenena e eu estou morrendo.
Eu sei.
Eu sei - indiferença, como uma espinha, uma dor aguda.
Ainda mora nos corações humanos
Eu sei.
Do meu rosto, limpo a noite, abro a porta,
na escada está vazio e silencioso.
As pessoas trancadas em sonhos
ainda escondem no fundo de suas almas aranhas do medo.
O grito da desespero não vai acordar neles a inquietação,
nem a compaixão.
Cabeças muito apertadas para pensar, corações duros demais para amar.
Eu sei...