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Ficamos Sozinhos

Edda

Egyeduel Maradtunk

Az asztalon az abrosz fehér még,
Rajta néhany morzsa.
Tenyerembe hajtom fejem mar,
A fajdalom magahoz huzza.

Egy idegen jön csendben, hangtalan,
Néman surran.Lesepri az asztalt tisztara,
Pedig ott vagyok rajta.

Nem var bennünket sehol senki-semmi,
Mindent nekünk kell magunkkal vinni,
Hogy ujra legyen miben hinni.

Elfajdult lelkem csak azt reméli,
Ami szép volt, az minden megmarad.
Átrepülhetsz az óceanon,
De ha ram gondolsz, elsirod magad.

Éhesek rad, hangjuk hamisan cseng,
Arany és bibor.Ha lesepred lelked asztalat,
Vigyazz ram, ott leszek akkor.

Zsakmanyként cipel a sors,
Elsüllyeszt, vagy magasba dob.
Csak emlékképedbõl élünk,
Egyedül maradtunk.

Ficamos Sozinhos

A toalha na mesa ainda é branca,
Em cima, algumas migalhas.
Apoio a cabeça na palma da mão,
A dor me puxa pra perto.

Um estranho vem silencioso, sem som,
Desliza em silêncio. Limpa a mesa toda,
Mas eu ainda estou lá.

Ninguém nos espera em lugar nenhum,
Temos que levar tudo conosco,
Pra que possamos ter algo em que acreditar de novo.

Minha alma ferida só espera,
Que o que foi bonito, tudo permaneça.
Você pode voar sobre o oceano,
Mas se pensar em mim, vai chorar.

Eles têm fome de você, suas vozes soam falsas,
Ouro e púrpura. Se você limpar a mesa da sua alma,
Cuidado comigo, eu estarei lá então.

O destino te arrasta como um prêmio,
Te afunda ou te lança ao alto.
Só vivemos da sua lembrança,
Ficamos sozinhos.

Composição: