Kinoz Egy enek
Süllyedõ utakon összedõlt hazak,
A kidobott tükrök valakire varnak
Hûvös éjjeleken, ha eltompulnak a fények,
A hazak fölött szall, kinoz egy ének
Olcsó cigid, szivod és fujod,
Önmagad egyre, egyre nehezebben huzod
Fejed lehajtanad, padra vagy földre,
De lesnek rad fak mögé rejtõzve
Veletek nõttem fel, hazak, varosok,
Faradt villamosok, kõhidak
Hûvös éjjeleken, ha eltompulnak a fények,
Vaditja lelkem, kinoz egy ének
Mondd el, mit szeretnél,
Te kicsi, te nagy, csunya, és szép,
Vagy régen elveszett, amire vagysz,
És kinoz egy ének, akarhol jarsz
Vasuti varótermek, pénznyelõ automatak,
Zsufolt vonatok, részeg katonak
Hûvös éjjeleken, ha eltompulnak a fények,
A hazak fölött szall, kinoz egy ének
Éjszaka van, a hold a földre asit,
A falak mögött az altató még kabit
Autók rohannak, keletnek és délnek,
Minden utcan kisért egy ének
Uma Canção que Tortura
Caminhos em ruínas, casas desmoronadas,
Os espelhos quebrados esperam por alguém.
Em noites frias, quando as luzes se apagam,
Sobre as casas voa, uma canção que tortura.
Seu cigarro barato, você fuma e exala,
Você mesmo cada vez mais, mais pesado carrega.
Você quer baixar a cabeça, no banco ou no chão,
Mas te observam, escondidos atrás das árvores.
Cresci com vocês, casas, cidades,
Tramways cansados, pontes de pedra.
Em noites frias, quando as luzes se apagam,
Atraí minha alma, uma canção que tortura.
Diga o que você deseja,
Você, pequeno, você, grande, feio e bonito,
Ou algo que se perdeu, que você anseia,
E uma canção que tortura, onde quer que você ande.
Salas de espera de estações, máquinas que engolem dinheiro,
Trens lotados, soldados bêbados.
Em noites frias, quando as luzes se apagam,
Sobre as casas voa, uma canção que tortura.
É noite, a lua brilha sobre a terra,
Atrás das paredes, a canção de ninar ainda embriaga.
Carros apressados, indo para o leste e para o sul,
Em cada rua, uma canção assombra.