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Blues do Rato

Edda

Patkany Blues

És épp ott jön, amerre tartasz,
Melletted terem egy régi ismerõs.
A lépte halk, még szinte surran,
Elõször mindent megtesz, mindent megigér.

Nem hinnéd el, ami történik, pedig igy van,
Nem ez az elsõ arulas.
Pedig igy lesz ez testvér, ha neki hiszel,
Így lesz ez testvér, hat hidd mar, hidd mar el!

Csinaljuk együtt, és minden jó lesz!
Te ujra elhiszed, hogy csak jót akar.
De nagyon éhes, s akkor veszélyes,
Kitûnõ gyomraval mindent befal.

Csak róla szól a blues,
A patkany blues.
Sötét az éj, csak az ne jönne!
Izzad és remeg a patkany kiraly.
Poharhoz nyul, mar nincs megallas,
És megint éj van, és elszamolas.

A tested, a lelked adtad volna érte
Nincs teste, nincs lelke, a satan jön el érte.

Blues do Rato

Você está indo pra onde quer,
Ao seu lado aparece um velho conhecido.
Os passos são silenciosos, quase um sussurro,
Ele faz de tudo, promete tudo na boa.

Você não acreditaria no que tá rolando, mas é verdade,
Não é a primeira traição.
Mas vai ser assim, irmão, se você acreditar,
Vai ser assim, irmão, então acredita, acredita!

Vamos fazer isso juntos, e tudo vai ficar bem!
Você vai acreditar de novo que só quer o bem.
Mas ele tá com muita fome, e aí é perigoso,
Com um estômago afiado, ele devora tudo.

É só sobre ele que é o blues,
O blues do rato.
A noite tá escura, que não venha ele!
O rato-rei sua e treme.
Ele estica a mão pro copo, não tem mais parada,
E já é noite de novo, e a conta chega.

Seu corpo, sua alma, você daria por isso,
Não tem corpo, não tem alma, o diabo vem buscar.

Composição: