
Nomades Amantes
Bacana
Num dia desses vou fazer as malas, vou pegar a estrada
Eu e ela, a Mel e meu violão
Eu vou sem rumo, sem caminho, no rádio um blues
Tocando bem baixinho e que o vento reze a direção
De vez em quando vou parar o carro, fumar um cigarro
Vou sentir a brisa segurar sua mão
Lembrar de fato não ter endereço, vou morar no mato
Não quero dinheiro, nem ser cidadão
Fazer amor com minha princesa
Vou beijar sua boca e depois de tudo ao lado da fogueira
Vou cantar pra ela a nossa paixão
Sem pensamento e nenhum problema de qualquer espécie
Sem preocupação
A natureza muito gentilmente deixa evidente
Tem tudo pra gente, água, fogo e Sol
Quero acordar ouvindo os passarinhos com ela do meu lado de novo
Uma estrada quero outro cigarro e olhar a imensidão
A Mel tranquila debaixo do banco encarando a gente
Quer um namorado, fico encabulado
Muito assanhada a minha princesinha
Não vai estar sozinha, também tem direito de uma paixão
E sem relógio, e nem calendário
Qualquer dia é dia, Sol ou chuva é festa
O fim não existe e ninguém é triste
Vamos estar descalço, dispensar as véstias
Andar pelados sem preocupação
Oh, oh, oh, ooh
É tão enorme esse Universo vai estar contente
Portas sempre abertas esperando a gente
Nômades amantes sem explicação
A luz da Lua mostra o caminho, ilumina o ninho, abre o coração
Não vou embora, só lembrar da história
Somos só nós dois agora, cadê meu violão
Somos só nós dois, a Mel e Deus
Somos só nós dois, a Mel é Deus



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