
Estradante
Edigar Mão Branca
Lodo das Jegas, 14 de janeiro
Me cuspiram no mundo, me tacharam violeiro
Antes, porém, resorvi parpar galinha
Carrear, fazer farinha, mansar burro e ser vaqueiro
Inda me disse Zé de Jula, sanfoneiro
Bicho besta é o tabateiro
Ganha um dote e joga fora
Falei: Ô Zé, sabe que tu tá é certo
Vou sumir desse deserto
Já tô indo, então tem hora
Falei: Ô Zé, sabe que tu tá é certo
Vou sumir desse deserto
Já tô indo, então tem hora
É duro, Zé
Ser cantador pressa gente
Que não conhece o batente
De quem traz calo na mão
É duro, seu Zé
Eu tô que nem pinto no ovo
Cantando moda pro povo
Que não desgruda o zói da televisão
Tô na cidade, fui tangido pela sorte
Sina de atoleiro é morte
Tô todo nesse atoleiro
Viola em punho, boto a corage na guia
Tõ todo dia botando o pé no carreiro
Zé, lhe escrevo uma carta soletrando
Hoje depois de dez ano
Pra lhe dar meu paradeiro
Ligo o rádio todo dia, Zé
Tão judiando cum os pobre dos sanfoneiros
Violeiros, cantadores, reiseiros
É duro, Zé
Ser cantador pressa gente
Que não conhece o batente
De quem traz calo na mão
É duro, seu Zé
Eu tô que nem pinto no ovo
Cantando moda pro povo
Que não desgruda o zói da televisão



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