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Amanhã

Edip Akbayram

Aðýt

Bu toprakta kalýr adýn
Tohumlarýn arasýnda
Yeþilinde tarlalarýn
Baþaklarýn sarýsýnda

Yýllar geçse de aradan
Kopar gelir ýrmaklardan
Iþýr yine kurþunlanan
Dostlarýnýn yarasýnda

Günü gelir daða çýkar
Yýldýzlardan þiir çeker
Kanýmýzý siler yýkar
Sularýn en durusunda

Bir annedir bir kardeþtir
Ovalarda bir ateþtir
Sýrasýnda hayat verir
Ölüm saçar sýrasýnda

Bayrak olur bize yarýn
Rüzgârýyla ilkbaharýn
Dalgalanýr genç kýzlarýn
Gözlerinin karasýnda

Amanhã

Neste chão teu nome fica
Entre as sementes que brotam
Verde é o campo que se estende
Amarelo é o trigo que se forma

Anos passam, mas não se vão
Vêm das margens, como um rio
Brilha de novo, ferido
Na dor dos amigos que se vão

O dia chega, se levanta
Puxa versos das estrelas
Limpa nosso sangue, arrasta
Nas águas mais calmas que se vê

É uma mãe, é um irmão
É um fogo nas planícies
Dá vida em sua passagem
A morte espalha em seu caminho

A bandeira será nosso amanhã
Com o vento da primavera
Balança nos olhos das jovens
Na escuridão que elas têm.

Composição: