Missatge a La Nevera
Tanca de cop quan hagis marxat
I a la bústia deixa-hi les claus
Que la nit em farà els honors en el waltz
Dels vespres desabrigats
Tanca de cop, defuig el comiat
No hi tinc foc a afegir al combat
Una llei natural diu que tot té un final
I el nostre ja ens ha arribat
Tanca de cop, no em diguis on vas
Del meu cor mai podràs marxar
T’hi va dur per atzar una estrella fugaç
Perduda en la immensitat
Tanca de cop, perdona’m si vols
No he pogut, no he sabut canviar
Si el final és amarg, més amarg és restar
En l’abisme del desencant
Mensagem para a Geladeira
Feche de uma vez quando você for embora
E na caixa de correio deixe as chaves
Que a noite me fará honras no waltz
Das noites sem abrigo
Feche de uma vez, fuja da despedida
Não tenho fogo pra acrescentar à luta
Uma lei natural diz que tudo tem um fim
E o nosso já chegou
Feche de uma vez, não me diga pra onde vai
Do meu coração você nunca poderá sair
Uma estrela cadente te trouxe por acaso
Perdida na imensidão
Feche de uma vez, me perdoe se quiser
Não consegui, não soube mudar
Se o final é amargo, mais amargo é ficar
No abismo do desencanto
Composição: Eduard Iniesta, Xavier Iniesta