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Bebida de sombra

Eduardo Falu

Trago de sombra

Pídele al viento firmeza
O al río que vuelva atrás
No me pidas que me quedé
Si toda mi vida contigo se va

Llora en la tarde el lucero
Y en el silencio sin fin
Por los profundos sauzales
Que sangra llorando
Su cantó el crespín

Yo te pido que nunca
Me tengas piedad
Envenename de amor
Dame a beber de tus ojos
Dos tragos de sombra
De tu corazón

Cuando me voy de tu lado
Crece en la ausencia el amor
Y en la distancia comprendo
No tiene sentido la vida sin vos

Y si me miro en tus ojos
Siento en el alma crecer
Una frescura de trébol
Que moja el rocío del amanecer

Bebida de sombra

Peça firmeza ao vento
Ou para o rio que volta
Não me peça para ficar
Se toda a minha vida com você for embora

A estrela chora à tarde
E no silêncio sem fim
Através dos salgueiros profundos
que sangra chorando
Seu crespin cantou

Eu te pergunto nunca
tenha piedade de mim
Envenene-me com amor
Dê-me de beber dos seus olhos
Duas bebidas de sombra
Do seu coração

Quando eu saio do seu lado
O amor cresce na ausência
E ao longe eu entendo
A vida não tem sentido sem você

E se eu olhar nos seus olhos
Eu sinto em minha alma crescendo
Um frescor de trevo
Que molha o orvalho da madrugada

Composição: Eduardo Falu, Jaime Davalos