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Inverno Astracanado

Eidyllion

Astracanada Invernal

Nimiedad de aquella bagualada
Del hondo pesar
Apresura el paso por estos albos
Escondrijos baldíos cual realidad
Torpes en toda su badomía.

Cual cinto inerme a la caída
Del corpulento pesar
A ti noche batará
Consuelo a la cantiga de este recordar
A ti en ruegos y sollozos
Impregnados del perfume otoñal
Silentes y curiosos lo oídos que_
Me hiciste prestar.

Haz parar esta barbulla
Todo toma de mí, ¡ay!, de mí
Bajo mi piel una bahorrina que toma y fluye en mí,
Esa, esa es la torva triste de mi melodía.

Estridentes y ralos son los cantos
Que entona el catevá azulenco
Del conjuro natural,
Ni son trinos menos ruegos
Oh, sota de la capa batará.

Lánguido susurro hueco
Que en el silbido estelar
Retoma el camino olvidado
Por los albos cabellos
De la nocta batará.

Inverno Astracanado

Nimiedade daquela bagunça
Do profundo pesar
Acelera o passo por esses brancos
Esconderijos vazios como a realidade
Tontos em toda a sua desgraça.

Como um cinto fraco na queda
Do corpulento pesar
A ti, noite, vai trazer
Consolo à canção deste recordar
A ti em súplicas e soluços
Imbuídos do perfume outonal
Silenciosos e curiosos os ouvidos que_
Me fizeste prestar.

Faça parar essa conversa fiada
Tudo toma de mim, ai!, de mim
Debaixo da minha pele uma agonia que toma e flui em mim,
Essa, essa é a triste melancolia da minha melodia.

Estridentes e raros são os cantos
Que entoa o azul do catevá
Do feitiço natural,
Nem são trinos, menos súplicas
Oh, valete da capa, vai trazer.

Lânguido sussurro oco
Que no assobio estelar
Retoma o caminho esquecido
Pelos cabelos brancos
Da noite que vai trazer.

Composição: