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Está Chovendo Cordas

Eiffel

Il Pleut Des Cordes

Il pleut des cordes, c'est à se pendre
C'est à se tordre et à tout rendre
Aux ingénues qui l'air hagard
Prêtent leurs culs aux balançoires
Que font tanguer un court instant
Au gré des vents et des courants
Les vieux cromornes et leurs malaises
Regagnent leur place au Père Lachaise

J'entends des voix, des voies publiques
Dans les aléas de la jacte
A l'Est, à l'Ouest, du Nord au Sud
Des voix de gosses qui se dénudent
Façon Empire State Building

Et ça taquine pour qu'elles se taillent
Et qu'elles tapinent ailleurs qu'ici
Rue Saint Denis où, armes à gauche
Bonne conscience, très adroites
Leurs éminences, trouveraient souhaitable
Que l'on y taille moins de pipes
Et qu'on y taille plus de fripes
Façon Baggy

Siège éjectable pour le bois de Vincennes
Y'a des petites fleurs que l'on rackette
Et que l'on jette façon serviette
Mais je n'sais plus c'que j'dis
D'ailleurs je n'ai rien dit

Je suis un arbre,
Je suis un arbre

Il pleut des cordes, c'est à se pendre
C'est à se tordre et à tout rendre
Aux ingénues qui l'air hagard
Prêtent leurs culs aux balançoires

Oui, j'irai avec toi mon adorée
Voir "Kirikou et la sorcière"
"Le Roi et l'Oiseau", où Prévert
Joliment sévère, parle de ces recoins
Où l'on peut encore dire
"Je t'aime, un peu, pas du tout,
A la fo..."
Et à la serpe que tient dans sa main
Le druide pour me tailler le houx
N'oublie pas :

Je suis un arbre,
Je suis un arbre

Il pleut des cordes, Il pleut des cordes
Il pleut des cordes,

Aux ingénues qui l'air hagard...
Prêtent leurs culs aux balançoires...
Kirikou et la sorcière ...

Está Chovendo Cordas

Está chovendo cordas, dá vontade de se enforcar
Dá vontade de se contorcer e devolver tudo
Para as ingênuas que, com cara de assustada
Emprestam suas bundas para os balanços
Que balançam por um breve instante
Ao sabor dos ventos e das correntes
Os velhos cromornes e seus desconfortos
Retornam ao seu lugar no Père Lachaise

Eu ouço vozes, vozes nas ruas
Nos altos e baixos da conversa
A Leste, a Oeste, do Norte ao Sul
Vozes de crianças que se despem
Estilo Empire State Building

E isso provoca para que elas se afastem
E que se prostituam em outro lugar que não aqui
Rua Saint Denis onde, armas à esquerda
Boa consciência, muito habilidosas
Suas eminências, achariam desejável
Que se fizesse menos sexo oral
E que se vendesse mais roupas
Estilo Baggy

Assento ejetável para o bosque de Vincennes
Tem umas flores que a gente extorque
E que a gente joga como toalha
Mas eu não sei mais o que digo
Aliás, eu não disse nada

Eu sou uma árvore,
Eu sou uma árvore

Está chovendo cordas, dá vontade de se enforcar
Dá vontade de se contorcer e devolver tudo
Para as ingênuas que, com cara de assustada
Emprestam suas bundas para os balanços

Sim, eu irei com você, minha amada
Ver "Kirikou e a feiticeira"
"O Rei e o Pássaro", onde Prévert
Bonitamente severo, fala desses cantos
Onde ainda se pode dizer
"Eu te amo, um pouco, nada,
Na verdade..."
E com a foice que segura na mão
O druida para me podar o azevinho
Não esqueça:

Eu sou uma árvore,
Eu sou uma árvore

Está chovendo cordas, está chovendo cordas
Está chovendo cordas,

Para as ingênuas que, com cara de assustada...
Emprestam suas bundas para os balanços...
Kirikou e a feiticeira...

Composição: Romain Humeau