395px

Redução

Einsturzende Neubauten

Redukt

Meine Hände, meine Arme, meine Beine, meine Körper, mein Kopf und ich
das Unverändliche, Unzerstörbare, Selbst, Ich.
Der Mittelpunkt, der Kern, der Zellkern der gesamten menschlichen Zellkultur
Bin ich, ist Ich in jeder Zelle?
Wohl kaum ist "Ich" die Summe des genetischen Materials,
als wäre die Musik im Schaltplan des Radios.
Gibt es Überflüssiges oder Festgewordenes, das sich abstreifen lässt,
das sich abwerfen lässt wie Ballast, wie Sandsäcke aus einem Freiballon?
Schicht für Schicht: Epidermis, Mesenchym und Lederhaut.
Fasern, Muskeln, Sehnen, Fleisch, Kapillare, Venen, Adern, Fettgewebe, Nervenbahnen,
Knochen, Mark, Gebein. Und wo oder was ist übrig?
Das "Ich" behauptet, solange eine Zunge, eine fuchtelnde Hand:
noch "Ich" behaupten kann? Das wenn möglich auch noch kopflos behauptet.
(Wie Cephalophoren, mit einem Hieb, einen Kopf kürzer)
Redukt!
Das was passiert in der Liebe, die Entgrenzung, das Ausufern
oder die Betäubung, bis zu einem Punkt, dem Punkt wo nur noch "etwas" übrigbleibt.
Die taube Nuss (die sich nicht entwickelt hat), überhaupt: Entwickelung,
als wäre etwas aufgewickelt, Ariandnes Faden, der zur vollen Länge ausgestreckt,
verbraucht werden müsste. Immer an der Wand lang, ist todsicher,
der Weg aus dem Garten, dem Irrgarten
Ich irre zum Zeitvertreib, als würde sich sonst die Zeit auf mich stürzen,
wie ein aasfressendes Tier.
Redukt!
Lassen wir das Ganze einköcheln!
Redukt!
Schauen wir in den Strom der schon Verstorbenen,
die den Zeitfluss heruntertreiben, durchs Delta, zur Mündung
ins offene, kosmische Meer.
Kommen da noch welche? Haben die Leicehn irgendwas zu safen?
Ausser: Seht! Skandal! Wir sind die, die ihr erst sein werdet!
Wir sind da! Ihr nicht!
But death stays hated to all of human nature
it tears down hope almost to the ground
Redukt!
Das Fundament steht an der falschen Stelle,
man hätte dieses Haus in der Himmel setzen sollen,
damit die Götter sterben, regelmässig und in zeitlich klassischen Proportionen.
Der Goldene Schnitt durch die Kehle eines verehrbaren Himmelskörpers,
der daraufhin sein göttliches Blut in kurzen Stössen
in den himmlischen Sommermorgen, weil es immer Sommer ist, verschiesst,
bis man/frau, ich eingeschlossen sagen kann:
Endlich, unendlich, in Ruhe gelassen, aber beweglich,
frei zu lärmen, ohne Schuld!
Redukt!

Redução

Minhas mãos, meus braços, minhas pernas, meu corpo, minha cabeça e eu
o imutável, o indestrutível, eu mesmo, eu.
O centro, o núcleo, o núcleo celular de toda a cultura celular humana
Sou eu, é eu em cada célula?
Mal posso dizer que "eu" é a soma do material genético,
como se a música estivesse no circuito do rádio.
Há algo supérfluo ou endurecido que pode ser descartado,
que pode ser jogado fora como lastro, como sacos de areia de um balão?
Camada por camada: epiderme, mesênquima e derme.
Fibras, músculos, tendões, carne, capilares, veias, artérias, tecido adiposo, nervos,
ossos ossos, medula, esqueleto. E onde ou o que sobra?
O "eu" se afirma, enquanto uma língua, uma mão agitada:
Ainda pode o "eu" se afirmar? Mesmo que isso ainda se afirme sem cabeça.
(Como cefalóforos, com um golpe, um cabeça a menos)
Redução!
O que acontece no amor, a desmedida, a transbordante
ou a anestesia, até um ponto, o ponto onde só "algo" sobra.
A noz surda (que não se desenvolveu), de modo geral: desenvolvimento,
como se algo estivesse enrolado, o fio de Ariadne, que esticado ao máximo,
precisasse ser consumido. Sempre ao longo da parede, é certeza,
o caminho do jardim, do labirinto.
Eu me perco para passar o tempo, como se o tempo não me atacasse,
como um animal necrófago.
Redução!
Vamos deixar tudo isso apurar!
Redução!
Vamos olhar para o fluxo dos já falecidos,
que arrastam o fluxo do tempo, pelo delta, até a foz
no mar cósmico aberto.
Ainda vem mais alguém? Os corpos têm algo a salvar?
Exceto: Olhem! Escândalo! Nós somos aqueles que vocês ainda serão!
Estamos aqui! Vocês não!
Mas a morte continua sendo odiada por toda a natureza humana
ela destrói a esperança quase até o chão.
Redução!
A fundação está no lugar errado,
deveríamos ter colocado esta casa no céu,
para que os deuses morressem, regularmente e em proporções clássicas.
A proporção áurea pela garganta de um corpo celeste respeitável,
que então dispara seu sangue divino em curtos jatos
na manhã de verão celestial, porque sempre é verão,
fins que se possa dizer:
Finalmente, infinitamente, deixado em paz, mas em movimento,
livre para fazer barulho, sem culpa!
Redução!

Composição: Alexander Hacke / Blixa Bargeld / Einstürzende Neubauten / Jochen Arbeit / N.U. Unruh / Rudolf Moser