Gépember
Bedrótozva, műaggyal
Fémházban, tétlenül
Hibás kódolás, túl meleg jelek
Valami emberi, valahol belül
Remegés, felemészt a feledés,
Marad az akaratnak a teteme, mi
Statikus jeleket melegít fel,
Eleven szellemet a gépben
Szapora impulzushalmaz,
Maradék az eredeti vérből
Hitvány lenyomata a létnek,
Gyenge az a szív, ami él
Mű élet, mű álom
Érezned nem kell
Szánalmas áramkör
Miért voltál ember
Szintetikus, szegeccsel kivert
Bőröm alá drót vezet
Érzés- és tudatmentes
Beprogramozott életmenet
Feledem az emberi létet,
Kezemen emelem fel a gépet,
Magasabb szintre, ha lépek,
Nemesebb lesz majd ez a lét
Eleven istent játszok,
Feledem a valaha világot,
Tetemem is újjáéled,
Én leszek majd a tökéletes gép
Félelmed két szám csak
Hibázott a rendszer
Életed kódszám csak
Időtlen, de nem kell
Dühömből sarjad ezer kis élet
Lángnyelvű gyermekeim védenek engem
Halandó létem ahogy, úgy élem
Tűzfiaim-lányaim tartják meg bennem
Máquina Humana
Deitado, com a cabeça nas nuvens
Dentro de uma casa de metal, sem fazer nada
Código quebrado, sinais quentes demais
Algo humano, bem no fundo
Tremores, o esquecimento me consome,
Fica o corpo da vontade, que
Aquece sinais estáticos,
Um espírito vivo na máquina
Um turbilhão de impulsos,
Restos do sangue original
Uma sombra miserável da existência,
Fraco é o coração que ainda bate
Vida artificial, sonho falso
Você não precisa sentir
Circuito patético
Por que você foi humano?
Sintético, cravado com rebites
Fios conduzem sob minha pele
Sem sentimentos e consciência
Vida programada
Esqueço a existência humana,
Levanto a máquina com as minhas mãos,
Se eu subir a um nível mais alto,
Essa vida será mais nobre
Brinco de ser um deus,
Esqueço o mundo que um dia foi,
Meu corpo também renasce,
Eu serei a máquina perfeita
Seu medo é só um número
O sistema falhou
Sua vida é só um código
Sem tempo, mas não precisa
Da fúria brotam mil vidas pequenas
Meus filhos de chamas me protegem
Minha existência mortal, assim eu vivo
Meus filhos e filhas de fogo me mantêm dentro de mim