
Serpente
Ekena
Já rodei o mundo buscando respostas
Que só eu mesma podia me dar
Já feri no fundo e sangrei as horas
Do poço de lágrimas que eu tinha pra chorar
Eu já fui mais de mil vezes embora
Sem ter dia pra voltar
E quando pensava, já tava de volta
Eu ando cansada de me buscar
Sou terra firme, ardente punho, forte semente
Sou água corrente e rio, transmutação
A cegueira de um mundo doente, sou víbora, serpente
Sou transformação
Eu já dei de cara com o fundo do poço
Sem saber nadar
Já fui hipócrita, sem vergonha, mentirosa e mandona
Tormenta e furacão
Arde na pele o que antes não via
Tive que ter fome pra dar de comer
Eu já fui veneno da própria língua
Eu fui aquilo que não queriam ver
Sou terra firme, ardente punho, forte semente
Sou água corrente e rio, transmutação
A cegueira de um mundo doente, sou víbora, serpente
Sou transformação
Terra firme, ardente punho, forte semente
Sou água corrente e rio, transmutação
A cegueira de um mundo doente, sou víbora, serpente
Sou transformação
Víbora, serpente, ardente transmutação



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