Cuando El Río Suena
Que extraño silencio en mi alma
Que oscura la luz de mis ojos
Me asusta tener esta calma
Me da que el destino me ha puesto un cerrojo
Te miro y no te conozco, presiento que no eres la misma
Te analizo y te veo de reojo rotundamente distinta
Qué pena de ver mi persona, como se ha enraizao a tu cama
Y pa tu pelo una hermosa corona y pa mi cabeza manojos de canas
El Sol entra por mi ventana, el día corrige la aurora
El sudor empapa mi cama y mi almohada se siente muy sola
Como el novio de la muerte, he defendio lo indefendible
Siempre con miedo a perderte, siempre hablandote sensible
He jugado con mi suerte de manera incomprensible
Siempre midiendo las palabras, siempre con buenas maneras
Siempre con abracadabra pa tus pintas de embustera
Y pa tus crueles miradas, dueñas de toas mis cegueras
Te vas, soy una sombra de tristeza arrumbaito en el olvio
Ya no te vale siquiera lo mucho que te he querio
Se respira en el ambiente que tu cariño ha dormecio
Te vas, y me quedo tan solo con mi soledad
Hablo con mi almohada, nadie sabe contestar
Que los desengaños siempre son pa el que más da
Es tanto lo que te quiero
Que me conformo con ser una orquillita pa tu pelo
Y mira si yo a ti te quiero
Pero hoy está pa mí, no señalo a nadie, no me gusta señalar
Pienso que el destino me ha elegido al azar
Hoy esta pa mí
Tal vez con el mañana me tenga yo que alegrar
De haber pasao por alto las locuras del sufrir
Hoy está pa mi
Me voy con paso firme, sin volver la cara atrás
Dicen que si te vuelves solo haces recordar
Cuando eras muy feliz
Hoy está pa mí
Haré que tu egoísmo nunca me vea llorar
Veras que en mis facciones solo ves el sonreír
Hoy esta pa mi
Quando o rio soa
Que silêncio estranho em minha alma
Quão escura é a luz dos meus olhos
Me assusta ter essa calma
Isso me dá que o destino colocou um bloqueio em mim
Eu te olho e não te conheço, sinto que tu não és o mesmo
Eu te analiso e te vejo com o canto do olho, completamente diferente
Que pena ver minha pessoa, como está enraizada em sua cama
E para o seu cabelo uma bela coroa e para minha cabeça cachos grisalhos
O sol entra pela minha janela, o dia corrige o amanhecer
O suor encharca minha cama e meu travesseiro parece tão solitário
Como o namorado da morte, tenho defendido o indefensável
Sempre com medo de te perder, sempre falando com você com sensibilidade
Eu joguei minha sorte de uma forma incompreensível
Sempre medindo as palavras, sempre com boas maneiras
Sempre com abracadabra para o seu litro de mentiroso
E pelos seus olhares cruéis, donos de toda a minha cegueira
Você sai, eu sou uma sombra de tristeza, eu minto no esquecimento
Nem vale mais o quanto te amei
Você respira o ambiente que seu amor adormeceu
Você sai, e eu fico sozinho com minha solidão
Eu falo com o meu travesseiro, ninguém sabe responder
Que as decepções são sempre para quem dá mais
Eu te amo muito
Que estou satisfeito em ser uma orquillita para o seu cabelo
E ver se te amo
Mas hoje é pra mim, não aponto para ninguém, não gosto de apontar
Eu acho que o destino me escolheu ao acaso
Hoje é para mim
Talvez amanhã eu tenha que me alegrar
De ter esquecido as loucuras do sofrimento
Hoje é para mim
Saio com passo firme, sem virar o rosto para trás
Dizem que se você voltar só te faz lembrar
Quando você estava muito feliz
Hoje é para mim
Eu vou fazer o seu egoísmo nunca me ver chorar
Você verá que em minhas feições você só vê o sorriso
Hoje é para mim