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As Praias Malandras

El Carreta Jorge Perez

Las Playas Canallas

¡Qué barbaridad carreta!
El domingo fui a la playa
Y parecía la gente
Las pepas de una papaya

Dejé el carro a veinte cuadras
Porque no había lugar
Y llegué tirando patas
Hasta la orilla del mar

Y en vez de chicas divinas
Había una playa cochina
Y en lugar de veraneantes
Había un millón de ambulantes

Allí estaba doña Meche
Negociando su escabeche
Un chico se hacía la pichi
En la fuente del ceviche

Los sapos lookeaban carpas
Apelando a sus mil mañas
Y me dejaron calato
Una banda de pirañas

Total que ni me bañé
Porque el agua estaba negra
De tanto mirar bistec
Casi enamoro a mi suegra

Y al regresar fue lo peor
Mi carro estaba en ladrillos
Tuve que volver al jato
Caminando en calzoncillos

No me volveré a ensartar en las playas ni un momento
Desde hoy busco pa' bañarme playas de estacionamiento

As Praias Malandras

Que carrinho ultrajante!
No domingo fui à praia
E parecia que as pessoas
As sementes de um mamão

Deixei o carro a vinte quarteirões de distância
Porque não havia espaço
E cheguei jogando pernas
Para a beira-mar

E em vez de garotas divinas
Havia uma praia suja
E em vez de veranistas
Havia um milhão de vendedores ambulantes

Sra. Meche estava lá
Negociando sua marinada
Um menino estava fingindo
Na fonte do ceviche

Os sapos olharam para as carpas
Apelando para seus mil truques
E eles me deixaram com frio
Um bando de piranhas

Eu nem tomei banho
Porque a água era preta
De tanto olhar para o bife
Quase fiz minha sogra se apaixonar

E quando voltei foi o pior
Meu carro estava em tijolos
Tive que voltar para o jato
Andando de cueca

Não vou ficar preso nas praias novamente nem por um momento
A partir de hoje pretendo nadar em estacionamentos

Composição: Jorge Perez / Augusto Polo Campos