Nativo
Se prende una pantalla en medio de la noche
Dándole rienda suelta a la programación
Los tipos tiritantes, sin ningún reproche
Asisten lentamente a ver esta función
No distinguimos lo propio de lo ajeno
Adiós cultura, no le ponemos freno
Sintonizando la única verdad
La que transmiten en un solo canal
Voy perdiendo mis causas, mis fuerzas
Llegando mentalmente a la demencia
Porque todos somos parte de esta audiencia
Que impaciente baja el dedo, no quiere clemencia
Nos parece normal tapar la piel con piel
No tener identidad, quemar el monte también
Nos parece normal tapar la piel con piel
No tener identidad, quemar el monte también
No tengo pa’l tabaco, no tengo pa’l coche
Si agarro algunos mangos ya me creo Dios
Me pesan los bolsillos, estoy para el derroche
Estar globalizado es mi salvación
Compramos todo, compramos lo de menos
Si se maneja solo, si brilla será bueno
No te quedes afuera de esta realidad
Tener un poco de ego en la desigualdad
Voy perdiendo mis causas, mis fuerzas
Llegando mentalmente a la demencia
Porque todos consentimos, damos anuencia
A la venta la existencia, a la venta la emoción
Nos parece normal tapar la piel con piel
No tener identidad, quemar el monte también
Nos parece normal tapar la piel con piel
No tener identidad, quemar el monte también
Niego la existencia tan perfecta de este vicio seductor
Que me encuentra mal parado y sentado en el sillón
Meditando mis ideas frente a la televisión
Como un pobre ciudadano que ha perdido la razón
Ser un nativo, ser un aldeano latinoamericano
Con anhelos de llegar a lugares lejanos
Así nos vamos, así nos vamos
Nos parece normal tapar la piel con piel
No tener identidad, quemar el monte también
Nos parece normal tapar la piel con piel
No tener identidad, quemar el monte también
Quemar el monte también
Nativo
Se acende uma tela no meio da noite
Liberando a programação sem parar
Os caras tremendo, sem nenhum lamento
Assistindo devagar a essa apresentação
Não conseguimos distinguir o que é nosso do que é alheio
Adeus cultura, não colocamos um freio
Sintonizando a única verdade
A que passa em um só canal
Vou perdendo minhas causas, minhas forças
Chegando mentalmente à demência
Porque todos somos parte dessa audiência
Que impaciente baixa o dedo, não quer clemência
Nos parece normal cobrir a pele com pele
Não ter identidade, queimar o mato também
Nos parece normal cobrir a pele com pele
Não ter identidade, queimar o mato também
Não tenho grana pro cigarro, não tenho grana pro carro
Se eu pegar uns trocados, já me sinto o cara
Me pesam os bolsos, tô pra gastar
Estar globalizado é minha salvação
Compramos tudo, compramos o que é fútil
Se dirige sozinho, se brilha, é útil
Não fique de fora dessa realidade
Ter um pouco de ego na desigualdade
Vou perdendo minhas causas, minhas forças
Chegando mentalmente à demência
Porque todos consentimos, damos anuência
À venda da existência, à venda da emoção
Nos parece normal cobrir a pele com pele
Não ter identidade, queimar o mato também
Nos parece normal cobrir a pele com pele
Não ter identidade, queimar o mato também
Nego a existência tão perfeita desse vício sedutor
Que me pega desprevenido, sentado no sofá
Meditando minhas ideias na frente da televisão
Como um pobre cidadão que perdeu a razão
Ser um nativo, ser um aldeão latino-americano
Com anseios de chegar a lugares distantes
Assim vamos, assim vamos
Nos parece normal cobrir a pele com pele
Não ter identidade, queimar o mato também
Nos parece normal cobrir a pele com pele
Não ter identidade, queimar o mato também
Queimar o mato também