A qué sabem
A que saben esos besos, que no nos supimos dar
Ahora que estoy mas lejos dime la verdad
A que sabe este silencio que no aprende a caminar
Por este pasillo estrecho que tú me dás
a qué saben los besos que no se dán?
a qué saben las cosas que pasarán?
A qué sabe el sentimiento, que en la boca nos quedó
Arropa este ultimo beso, que esta vez lo pago yo
A qué sabe esa mirada, que no quisimos cruzar
Callate y no digas nada, que es mejor mejor callar
a qué saben los besos que no se dán
a qué saben las cosas que pasarán
Desnúdo de sentimiento, te entrego mi rendición
Mi sensatez , mi tormento, mi vida sin solución
Te juro que no es lamento, es rabia de corazón
El mejor vino que tengo de mi viejo bodegón
a qué saben los besos que no se dán
a qué saben las cosas que no pasarán
A que sabe el pan contigo, si mi hambre no es de comer
Es hambre de estar mas vivo en tu cuerpo de mujer
Pongamos tierra por medio, distancias al corazón
Y el mundo se hará pequeño, quedémonos tú y yo
Que yo no sé pisar el freno, que no me entiendes
Que yo me valgo de tu sudor pa engrasar mis ejes
Que ya no tengo ni vida propia, ni tengo suerte
Si no sé a que sabe tu amor, si no sé a qué sabe tu amor
A que saben las cosas que se han perdido
A que saben los besos que no nos dímos
A que sabe el destierro si no es contigo
De qué sirve ese pajaro malherido
Las calles de luna estrecha entre tu y yo
Las veces que no supimos pedír perdón
Las noches que se perdieron en tu portal
Las veces que por tus labios púde matar
La iglesia donde no reza mi corazón
La lluvia que no resbala por mi cristal
Las fiestas de vino amargo y de soledad
Los besos que no se compran si no se dán
la puerta que hemos cerrado antes de entrar
las paginas del pasado sin escribir....
A que sabem
A que sabem esses beijos, que não soubemos dar
Agora que estou mais longe, me diz a verdade
A que sabe esse silêncio que não aprende a andar
Por esse corredor estreito que você me dá
A que sabem os beijos que não se dão?
A que sabem as coisas que vão acontecer?
A que sabe o sentimento, que ficou na nossa boca
Aquece esse último beijo, que dessa vez eu pago
A que sabe esse olhar, que não quisemos cruzar
Cala a boca e não diz nada, que é melhor ficar em silêncio
A que sabem os beijos que não se dão?
A que sabem as coisas que vão acontecer?
Desnudo de sentimento, te entrego minha rendição
Minha sensatez, meu tormento, minha vida sem solução
Te juro que não é lamento, é raiva do coração
O melhor vinho que tenho do meu velho bodegão
A que sabem os beijos que não se dão?
A que sabem as coisas que não vão acontecer?
A que sabe o pão contigo, se minha fome não é de comer
É fome de estar mais vivo no seu corpo de mulher
Vamos colocar terra no meio, distâncias ao coração
E o mundo vai ficar pequeno, fiquemos eu e você
Que eu não sei pisar no freio, que você não entende
Que eu me valho do seu suor pra engraxar meus eixos
Que já não tenho nem vida própria, nem tenho sorte
Se não sei a que sabe seu amor, se não sei a que sabe seu amor
A que sabem as coisas que se perderam
A que sabem os beijos que não nos demos
A que sabe o desterro se não é contigo
De que adianta esse pássaro malferido
As ruas de lua estreita entre você e eu
As vezes que não soubemos pedir perdão
As noites que se perderam no seu portal
As vezes que por seus lábios pude matar
A igreja onde meu coração não reza
A chuva que não escorrega pelo meu vidro
As festas de vinho amargo e solidão
Os beijos que não se compram se não se dão
A porta que fechamos antes de entrar
As páginas do passado sem escrever...