395px

Malditos Vícios

El Motrileño

Malditos Vicios

Te estás matando poco a poco
Con esa mierda en los ojos
Ya ni me miras como antes
Ya no te salvas ni con oro

Jugaste a ser el más valiente
Y ahora no eres ni tu gente
Rompiste todo lo que amabas
Por un veneno entre los dientes

Los malditos vicios te han dejado sin nada
Te roban la vida, te rompen el alma
Y hoy grito tu nombre, tú sigues en la nada
Te estás muriendo, y no haces nada

Te vi temblando en la escalera
Sin una luz, sin primavera
Todo lo diste por la nada
Por una noche que te quema
Y aunque me jures que lo dejas
Sé que mañana te conectas
Como una cárcel sin cadena
Como una cruz que tú te besas

Los malditos vicios te han dejado sin nada
Te roban la vida, te rompen el alma
Y hoy grito tu nombre, tú sigues en la nada
Te estás muriendo, y no haces nada

Donde quedó aquel que reía
Donde quedó tus fantasías
Ahora solo queda el silencio
Y una familia hecha cenizas

Los malditos vicios te han dejado sin nada
Te roban la vida, te rompen el alma
Si un día despiertas, si aún queda esperanza
Aquí me tendrás, aunque duela en el alma

Malditos Vícios

Você está se matando pouco a pouco
Com essa merda nos olhos
Já nem me olha como antes
Nem com ouro você se salva

Brincou de ser o mais corajoso
E agora nem é da sua gente
Quebrou tudo que amava
Por um veneno entre os dentes

Os malditos vícios te deixaram sem nada
Te roubam a vida, te quebram a alma
E hoje grito seu nome, você continua na solidão
Você está morrendo, e não faz nada

Te vi tremendo na escada
Sem uma luz, sem primavera
Deu tudo por nada
Por uma noite que te queima
E mesmo que me jure que vai parar
Sei que amanhã você se conecta
Como uma prisão sem corrente
Como uma cruz que você se beija

Os malditos vícios te deixaram sem nada
Te roubam a vida, te quebram a alma
E hoje grito seu nome, você continua na solidão
Você está morrendo, e não faz nada

Onde ficou aquele que ria?
Onde ficaram suas fantasias?
Agora só resta o silêncio
E uma família feita em cinzas

Os malditos vícios te deixaram sem nada
Te roubam a vida, te quebram a alma
Se um dia você acordar, se ainda houver esperança
Aqui estarei, mesmo que doa na alma

Composição: Antonio Luis Díaz Castilla