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De Onde Eu Venho

El Payo Malo

De Donde Vengo

Ayer fue el sur... Hoy Cataluña
Si no te enseña mama, la calle te enseñará
Ayer fue el sur... Hoy Cataluña
Si no te enseña mama, la calle te enseñará

Soy de Graná, casi na
Nací en la Chana
En Barcelona pan pa hoy es hambre pa mañana
No veas que ganas tengo de ver, volver a ver
El atardecer bajo el sol que me vio nacer
Atrás dejé, deshojé una margarita
¿Dónde estaba Dios cuando la vida te castiga?
Digan lo que digan, no es cuestión de suerte
El niño fue creciendo y en la calle se hizo fuerte
No tuve caprichos, los que tuve los uné
Si no tenía juguetes por las noches los soñé
También pensé en robar, tener más que los demás
Construyendo puentes, entre el bien y el mal
Pude cruzar y me gustó, no me costó volver
Otros que atrás quedaron, no les volveré a ver
No le eches bronca, mujer, que en la vida no hay nada
Como la pena de vivir-vir, lejos de Granada
Aguas pasadas, tierras soñadas
Aventuras, desventuras de familias separadas
Dueños de nada que nadan en tierras extrañas
Un emigrante más soy sin salir de España

Ayer fue el sur... Hoy Cataluña
Si no te enseña mama, la calle te enseñará
Ayer fue el sur... Hoy Cataluña
Si no te enseña mama, la calle te enseñará (x2)

Sé de donde vengo, de donde hace calor
Vengo del mestizaje, y mi sangre es de un color
Hijo del sol del sur, y de la luna (y de la luna)
Mi casa es la Alhambra, hay en mi mesa dos culturas

Juro buenas habidas, habidas y por haber
La vida es agua turbia y sabes que debes beber
Noté perder mis principios y mis costumbres
Yo soy el hombre que vive en la madre tierra
Vivo en un mundo de tropiezos y piedras
Para tener suerte he de pisar muchas mierdas
Cuerdas, nudos, fronteras como el muro
A trabajar muy duro para ahorrar cuatro pesetas
Por un camino de chinchetas ando descalzo
Buscando metas concretas, escalando cimas,
Haciendo rimas
De mi mas se me olvida la verdad (¿)
------- ¿?
Vida de calidad no encuentras
¿Ahora qué pasa?
El tiempo pasa y no alcanzas,
La pasta es la esperanza
Me cansa el malvivir, el sufrimiento,
Y nunca llego
Con mi acento represento
Al emigrante que llevo dentro

Tierra lejana, callejuelas de aquí y de allá
Van tejiendo los destinos y los caminos al andar
Tierra lejana, callejuelas de aquí y de allá
Van tejiendo los destinos y los caminos al andar
Tierra lejana, callejuelas de aquí y de allá
Van tejiendo los destinos y los caminos

De Onde Eu Venho

Ontem foi o sul... Hoje é Catalunha
Se mamãe não te ensina, a rua vai te ensinar
Ontem foi o sul... Hoje é Catalunha
Se mamãe não te ensina, a rua vai te ensinar

Sou de Graná, quase nada
Nasci na Chana
Em Barcelona, pão pra hoje é fome pra amanhã
Não imagina a vontade que tenho de ver, voltar a ver
O pôr do sol sob o sol que me viu nascer
Deixei pra trás, desfolhei uma margarida
Onde estava Deus quando a vida te castiga?
Digam o que disserem, não é questão de sorte
O menino foi crescendo e na rua se fez forte
Não tive caprichos, os que tive eu juntei
Se não tinha brinquedos, à noite eu sonhei
Também pensei em roubar, ter mais que os outros
Construindo pontes, entre o bem e o mal
Pude cruzar e gostei, não foi difícil voltar
Outros que ficaram pra trás, não vou ver mais
Não brigue, mulher, que na vida não há nada
Como a dor de viver longe de Granada
Águas passadas, terras sonhadas
Aventuras, desventuras de famílias separadas
Donos de nada que nadam em terras estranhas
Sou mais um emigrante sem sair da Espanha

Ontem foi o sul... Hoje é Catalunha
Se mamãe não te ensina, a rua vai te ensinar
Ontem foi o sul... Hoje é Catalunha
Se mamãe não te ensina, a rua vai te ensinar (x2)

Sei de onde venho, de onde faz calor
Vim do mestizaje, e meu sangue é de uma cor
Filho do sol do sul, e da lua (e da lua)
Minha casa é a Alhambra, na minha mesa duas culturas

Juro boas coisas, coisas e por haver
A vida é água turva e você sabe que deve beber
Percebi que perdi meus princípios e meus costumes
Eu sou o homem que vive na mãe terra
Vivo em um mundo de tropeços e pedras
Pra ter sorte, tenho que pisar em muitas merdas
Cordas, nós, fronteiras como o muro
Trabalhar duro pra economizar quatro pesetas
Por um caminho de tachinhas ando descalço
Buscando metas concretas, escalando cimas,
Fazendo rimas
Do meu eu mais esqueço a verdade (¿)
------- ¿?
Vida de qualidade não se encontra
E agora o que acontece?
O tempo passa e você não alcança,
A grana é a esperança
Me cansa o mal viver, o sofrimento,
E nunca chego
Com meu sotaque represento
O emigrante que levo dentro

Terra distante, vielas daqui e de lá
Vão tecendo os destinos e os caminhos ao andar
Terra distante, vielas daqui e de lá
Vão tecendo os destinos e os caminhos ao andar
Terra distante, vielas daqui e de lá
Vão tecendo os destinos e os caminhos

Composição: