El Delirio de Goya (part. Muerdo)
Improvísame la boca
Para morder, tus letras
Ensayo de tu perfume
Protestante de tu ropa
Amor, dame de beber
Del río que tu piel, oculta
Que me falte el calor
Pero el olor, a tu nuca, nunca
Lo primero que vi fue tu espalda
Y desde entonces le rezo
El amor escapó de tu falda
Y se refugió en mis huesos
Llámale amor o como quieras
Da igual, lo que me impacienta es
Que hoy prefiero quitarle las zapatillas a Cenicienta
Saltemos las ceremonias faenas
Y todas esas cosas
Yo sé lo que quieres corazón
Y no es un ramo de rosas
No haga caso el pecado
Lo que las buenas costumbres divulgan
Solo queda confesarte mi amor
Arrodíllate y comulga
Improvísame la boca
Para morder, tus letras
Ensayo de tu perfume
Protestante de tu ropa
Amor, dame de beber
Del río que tu piel, oculta
Que me falte el calor
Pero el olor allá tu nuca, nunca
Detente
Verte es un martirio
Besarte la frente después del delirio
Del sur impaciente que tira glaciares del sirio
Para tu vientre caliente
Solo tengo una receta
Vitamina de la A a la Z
La medicina del poeta
Soy un primitivo colgado en tu rama buscando cultura
Educa mi zurda la mala, en la cursiva de tu cintura
Me queda un deseo antes de que estalle este amor volcánico
Sé cuanto amas la ecología así que, olvidemos los micro-plásticos
Improvísame la boca
Para morderte las letras
Ensayo de tu perfume
Protestante de tu ropa
Amor, dame de beber
Del río que tu piel, oculta
Que me falte el calor
Pero el olor, a tu nuca
Nunca
O Delírio de Goya (part. Muerdo)
Improvise a minha boca
Pra morder, suas letras
Ensaio do seu perfume
Protestante da sua roupa
Amor, me dá de beber
Do rio que sua pele, esconde
Que me falte o calor
Mas o cheiro, da sua nuca, nunca
A primeira coisa que vi foi suas costas
E desde então rezo pra elas
O amor escapou da sua saia
E se refugiou nos meus ossos
Chame de amor ou como quiser
Tanto faz, o que me deixa ansioso é
Que hoje prefiro tirar as sapatilhas da Cinderela
Vamos pular as cerimônias e tarefas
E todas essas coisas
Eu sei o que você quer, coração
E não é um buquê de rosas
Não ligue pro pecado
O que as boas maneiras divulgam
Só me resta confessar meu amor
Ajoelhe-se e comungue
Improvise a minha boca
Pra morder, suas letras
Ensaio do seu perfume
Protestante da sua roupa
Amor, me dá de beber
Do rio que sua pele, esconde
Que me falte o calor
Mas o cheiro, da sua nuca, nunca
Pare
Te ver é um martírio
Beijar sua testa depois do delírio
Do sul impaciente que derruba glaciares do sírio
Para seu ventre quente
Só tenho uma receita
Vitamina de A a Z
A medicina do poeta
Sou um primitivo pendurado no seu galho buscando cultura
Eduque minha mão esquerda a má, na cursiva da sua cintura
Me resta um desejo antes que esse amor vulcânico estoure
Sei o quanto você ama a ecologia, então, vamos esquecer os microplásticos
Improvise a minha boca
Pra morder suas letras
Ensaio do seu perfume
Protestante da sua roupa
Amor, me dá de beber
Do rio que sua pele, esconde
Que me falte o calor
Mas o cheiro, da sua nuca
Nunca