Aviones plateados
Veo tu casa desde mi balcón
Chimeneas y tu ropa al Sol
Aviones plateados rozando los tejados
Vestido y en la cama, vigilo tu ventana
Miro libros
De pintura que robé
No tengo hambre
Hoy no comeré
No sé de qué me quejo
Ya tengo lo que quiero
Soy libre ante el espejo
No salgo ahora que puedo
Y tu siempre dices que soy
Un alma del averno
Tendré que darte la razón
Quizá sea cierto
Siempre suelo querer
Lo que no tengo
Y ahora que ya no estás aquí
Me voy consumiendo
Ropa sucia
Cuadros que he pinta'o
Discos viejos
To' por ahí tira'o
Barba de quince días
No me levantaría
Desorden en campaña
Ahora sé que me engaña
Credenciales de posesión
Qué tontería
Y esos celos me han abrasa'o
Yo sé que me creía
Y yo que decía: Por fin
Ahora la tengo
Y ya estaba vuelta de to'
A ver si aprendo
Y tu carta me confundió
Ahora lo entiendo
Tu mirada me lo advirtió
Nunca más vuelvo
Aviões prateados
Vejo sua casa da minha varanda
Chaminés e suas roupas no Sol
Aviões prateados passando rente aos telhados
Vestido e na cama, eu vigio sua janela
Olho livros
De pintura que roubei
Não estou com fome
Hoje não vou comer
Não sei do que reclamo
Já tenho o que quero
Sou livre diante do espelho
Não saio agora que posso
E você sempre diz que eu sou
Uma alma do inferno
Vou ter que te dar razão
Talvez seja verdade
Eu sempre acabo querendo
O que não tenho
E agora que você não está mais aqui
Estou me consumindo
Roupas sujas
Quadros que eu pintei
Discos velhos
Tudo jogado por aí
Barba de quinze dias sem fazer
Eu não levantaria
Bagunça pra todo lado
Agora sei que me ilude
Provas de posse
Que besteira
E esse ciúme me queimou
Eu sei no que eu acreditava
E eu que dizia: Finalmente
Agora eu a tenho
E já estava cansado de tudo
Vamos ver se eu aprendo
E sua carta me confundiu
Agora eu entendo
Seu olhar me avisou
Nunca mais volto
Composição: Manolo Garcia, Quimi Portet