Sumo Y Resto
En un círculo de estelas
gira el ser que a mí me alienta,
entre todas las mentiras
la carga que tanto pesa.
Y en la quietud de la noche
oigo al viento que me cuenta:
anidan lealtades tras el cortinaje eterno;
suma, resta y sal del laberinto.
Rosas negras para amar
cuando ya no hay nada más.
si tu ausencia te hace más real.
Me encontrarás a tu vuelta
donde el arcoiris nace.
Rosas para enamorar
cuando ya no hay nada más
que resaca y bajamar,
en la orilla solitaria
de una cruda pasión.
Rosa negra, ecos de soledad.
Cuando se oculta la sangre
viendo morir las tardes.
Ahora que atravieso la maraña de mi selva,
saltimbanqui de mi absurdo circo.
Rosas negras para amar,
cuando ya no hay nada más
que resaca y bajamar
en la orilla.
Si no queda nada más
rosas para enamorar.
sumo resto y no puedo salir.
Soma e Resto
Em um círculo de estrelas
gira o ser que me anima,
entre todas as mentiras
a carga que pesa demais.
E na calma da noite
oiço o vento que me conta:
se aninham lealdades atrás da cortina eterna;
soma, resta e sal do labirinto.
Rosas negras para amar
quando já não há mais nada.
se a sua ausência te faz mais real.
Você me encontrará ao voltar
onde o arco-íris nasce.
Rosas para apaixonar
quando já não há mais nada
além de ressaca e maré baixa,
a beira solitária
de uma paixão crua.
Rosa negra, ecos de solidão.
Quando se oculta o sangue
vendo as tardes morrerem.
Agora que atravesso a confusão da minha selva,
malabarista do meu circo absurdo.
Rosas negras para amar,
quando já não há mais nada
além de ressaca e maré baixa
na beira.
Se não sobra mais nada
rosas para apaixonar.
soma resto e não consigo sair.
Composição: Manolo Garcia, Quimi Portet