Soy Un Accidente
Soy un accidente
Un error de medida
Un viajero de barro
Que se lleva la corriente
Soy el salvaje que derriba sus dioses
Que se atrinchera en tu cama
Soy la galerna que te azota
Yo conjuro al huracán
Soy el hombre que veis
Eso digo a mis pocos amigos
Quisiera no correr
Quedarme a ser tu torbellino
Busco una orilla extraña
Pero yo no soy Ulises
Que nadie me ate
Cuando las sirenas canten
No trato de conseguir perdurar
Porque sé que solo soy un accidente
Tú eres el fuego
Yo la zarza que no se consume
Tú las murallas
Yo enemigo que vela
Y cuando vuelva
El guardián del universo
A pedir cuentas
Delvolveré el trigo a su dueño
No pretendo conseguir perdurar
Porque sé que solo soy un accidente
Soy como un animal
Agazapado y vigilante
Soy el caos
O solo un alma polvorienta
Soy un accidente
Sou um Acidente
Sou um acidente
Um erro de cálculo
Um viajante de barro
Que se deixa levar pela corrente
Sou o selvagem que derruba seus deuses
Que se esconde na sua cama
Sou a tempestade que te atinge
Eu conjuro o furacão
Sou o homem que vocês veem
Isso digo aos meus poucos amigos
Queria não correr
Ficar e ser seu redemoinho
Busco uma margem estranha
Mas eu não sou Ulisses
Que ninguém me prenda
Quando as sereias cantarem
Não tento conseguir perdurar
Porque sei que só sou um acidente
Você é o fogo
Eu a sarça que não se consome
Você as muralhas
Eu o inimigo que vigia
E quando voltar
O guardião do universo
Para pedir contas
Devolverei o trigo ao seu dono
Não pretendo conseguir perdurar
Porque sei que só sou um acidente
Sou como um animal
Agachado e vigilante
Sou o caos
Ou só uma alma empoeirada
Sou um acidente