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A Raiva do Porteño

Eladia Blázquez

La bronca del porteño

Quién no conoce al porteño
cuando se agarra la broca,
si se embala como un "mionca"
¡nadie lo puede parar!...
La "bronca" es un explosivo,
es aire dinamitado
que el porteño se ha insuflado
y lo tiene que largar.
Yo no sé por qué la "bronca"
se pasea en colectivo
no hay tipo más agresivo
¡cuando tiene que viajar!...
Siempre juega de inconforme
con motivo o sin motivo,
por que es la "bronca" mi amigo
¡una industria nacional!

¡La "bronca"!...
el lunes por la mañana
del laburo es soberana y lo vuelve todo gris
¡La "bronca"!...
No descansa ni el domingo,
va a la cancha, va a los "pingos",
es la dueña del país...
¡La "bronca"!...
Frente al hecho trascendente
se nos duerme indiferente y no sabe reaccionar
yo pienso,
si el que chilla no es quien ronca,
por qué no armamos la "bronca"
por algo fundamental...

A Raiva do Porteño

Quem não conhece o porteño
quando ele perde a cabeça,
se ele se empolga como um "mionca"
ninguém consegue parar!...
A "raiva" é um explosivo,
é ar dinamitado
que o porteño se insuflou
e precisa soltar.
Eu não sei por que a "raiva"
vai de ônibus
não tem cara mais agressivo
quando precisa viajar!...
Sempre joga de insatisfeito
com motivo ou sem motivo,
porque é a "raiva", meu amigo
uma indústria nacional!

A "raiva"!...
na segunda-feira de manhã
no trabalho é soberana e deixa tudo cinza
A "raiva"!...
Não descansa nem no domingo,
vai ao estádio, vai aos "pingos",
é a dona do país...
A "raiva"!...
Diante do fato importante
ela fica indiferente e não sabe reagir
eu penso,
se quem grita não é quem ronca,
por que não armamos a "raiva"
por algo fundamental...

Composição: